Suspeito de matar Júlia Rosemberg estava respondendo em liberdade por tentativa de estupro em Maresias, diz SSP
O homem está preso e deve prestar depoimento; a polícia encontrou material genético do acusado na cena do crime


A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (5) que o suspeito de matar Julia Rosemberg estava respondendo em liberdade por uma tentativa de estupro quando matou a estudante. A polícia encontrou material genético do acusado na cena do crime. O homem de 39 anos era morador de São Sebastião, cidade onde tentou estuprar outra jovem.
Segundo a Polícia Civil, o corpo de Júlia Rosenberg de 21 anos, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros no dia 6 de julho, em uma trilha de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
A jovem havia desaparecido na manhã de domingo (5) ao passar pela trilha que fica entre as praias de Paúba e Maresias. O corpo foi encontrado parcialmente enterrado, com folhas cobrindo a cabeça e sinais de estrangulamento.
Segundo a perícia, o celular, o par de tênis e uma pochete que Júlia usava durante a trilha não foram encontrados junto ao corpo. A cinta da pochete, porém, foi usada para asfixiá-la e também foi encontrada uma máscara dentro da boca da jovem. O crime foi tipificado pela Polícia Civil como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Julia morava no Jardim Paulista, na capital, mas estava passando a quarentena com os pais em São Sebastião.
A investigação usou imagens de câmeras de segurança e depoimento de oito testemunhas. Foi criada uma força tarefa com a Central de Inteligência da Delegacia Seccional da cidade e o DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da capital do estado para resolver o caso.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) a identificação do principal suspeito aconteceu na quarta-feira (4).
Apesar disso, ele estava preso desde 22 de setembro, já que descumpriu medidas judiciais. O homem, morador de São Sebastião, é acusado de tentar estuprar uma jovem em Maresias, no litoral sul da cidade. Apesar disso, ele respondia pelo crime em liberdade, mas mudou de endereço sem avisar a Justiça. Por conta disso ele era considerado foragido, mas foi encontrado e preso no dia 22 de setembro.
A polícia não forneceu mais detalhes sobre a tentativa de estupro no qual ele é acusado.
O criminoso foi levado para a Penitenciária Serra Azul II, na região de Ribeirão Preto. Na cadeia ele aceitou fornecer o material genético para a investigação da polícia.
O material genético do suspeito é o mesmo que foi encontrado na máscara que estava na boca da vítima, na alça da pochete usada para estrangular a estudante, em uma presilha de cabelo e uma faca que estavam na cena do crime.
Apesar das provas, o homem ainda não teria confessado. Ainda assim ele deve ser trazido para São Sebastião, onde será ouvido. Mesmo com o avanço da investigação, o criminoso ainda não foi acusado pela morte de Júlia, mas segue preso preventivamente pelo caso.
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