Suzane von Richthofen é nomeada gestora da herança de tio, segundo defesa
Caso envolve investigação policial e questionamentos na Justiça

A defesa de Suzane von Richthofen afirmou que ela foi nomeada gestora da herança do tio materno, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto em São Paulo. A informação surge em meio a disputas judiciais e conflitos familiares envolvendo o patrimônio do falecido.
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Segundo os advogados, a atuação teria como objetivo proteger os bens enquanto o processo sucessório segue em análise. A morte do idoso, de 76 anos, reacendeu debates sobre a divisão do patrimônio e a possibilidade de a sobrinha receber parte da herança, já que a legislação prevê direitos sucessórios diferentes para parentes colaterais, como sobrinhos.
O caso ganhou novos desdobramentos após relatos de conflitos envolvendo a residência do tio. Em documentos enviados à Justiça, a defesa admitiu que Suzane realizou medidas como soldagem de acessos do imóvel e a guarda de um veículo do falecido, alegando que as ações tinham o objetivo de evitar furtos e preservar o patrimônio. Uma mulher que afirma ter sido companheira do tio contestou as atitudes e questionou a legalidade das decisões.
A Polícia Civil investiga tanto as circunstâncias da morte — tratada inicialmente como suspeita — quanto ocorrências de furtos na casa do idoso. As causas do óbito ainda dependem de perícia técnica.
De acordo com o Código Civil, caso não existam herdeiros diretos, como filhos ou cônjuge, parentes colaterais podem participar da partilha. Como a mãe de Suzane já faleceu, ela e o irmão poderiam herdar por direito de representação, conforme a ordem sucessória prevista na legislação brasileira.
O caso segue em tramitação judicial e pode ter novos desdobramentos conforme o andamento das investigações e decisões da Justiça.
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