Taubaté deixa de receber verba de R$ 30 milhões para investir em Cultura
Sem efetivação de inscrição no Sistema Nacional de Cultura, Taubaté está deixando de receber verbas federais que chegam a R$ 30 milhões, para investimentos em projetos. A adesão ao programa do governo federal vem sendo discutida desde 2013, em audiências públicas e conferências com os gestores da pasta da Cultura e representantes da sociedade civil, mas ainda segue sem perspectivas de implantação pelo governo Ortiz Junior (PSDB).


Vera Saba (PT), vereadora de Taubaté, cobra explicações do governo Ortiz
Flávio Pereira/Meon
Sem se inscrever no Sistema Nacional de Cultura, Taubaté deixa de receber verbas federais que chegam a R$ 30 milhões para investimentos em projetos culturais. A adesão ao programa do governo federal é discutida desde 2013 em audiências públicas e conferências com os gestores da pasta da Cultura e representantes da sociedade civil, mas ainda segue sem perspectivas de implantação pelo governo de Ortiz Junior (PSDB).
Os recursos poderiam ser usados, por exemplo, em projetos de produções culturais e na instalação e modernização de espaços culturais. Além disso, as verbas também poderiam ser investidas no restauro de patrimônios históricos da cidade, como a Capela do Pilar e a Igreja do Rosário.
A Câmara de Taubaté cobra da prefeitura posicionamento sobre a elaboração da Lei de Incentivo à Cultura, do Conselho Municipal e do Fundo Municipal de Cultura, que ainda não saíram do papel. Sem essas três iniciativas, não é possível fazer a inscrição no Sistema Nacional de Cultura.
“O prefeito engavetou o projeto e não está valorizando a nossa Cultura. É extremamente importante gerar estímulos para a valorização dos projetos culturais e o turismo, que podem mudar a nossa história e sermos reconhecidos pela Cultura”, afirma a vereadora Vera Saba (PT), que faz parte da Comissão Permanente de Educação e Cultura da Câmara.
Hoje, Taubaté conta com dez museus gratuitos e é reconhecida como a capital nacional da Literatura Infantil. Na opinião da vereadora, a falta de gestão de Ortiz Junior e a rotatividade no comando da Secretaria de Turismo e Cultura, que já mudou três vezes desde o início do mandato, prejudicam o andamento dos projetos.
“A rotatividade ocasiona em uma perda intelectual enorme para cidade. Infelizmente, estamos em um momento delicado, é preciso que os espaços públicos sejam mais divulgados para os estudantes e a valorização dos artistas em eventos da cidade, já que R$ 5 milhões são destinados para eventos e os artistas não são chamados”, ressalta.
Outro lado
A Secretaria de Turismo e Cultura de Taubaté, por meio da assessoria de imprensa, informa que não poderia se manifestar sobre o assunto, pois a nova secretária de Turismo e Cultura, Martha Serra, assumiu o cargo nesta segunda-feira (1º) e está se inteirando dos projetos da cidade.
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