Taubaté tem 2.500 crianças fora das creches e berçários

Com o início das aulas, 2.500 mil crianças ficaram de fora das salas de aula devido à falta de vagas nas creches e berçários de Taubaté. Os números foram publicados pela prefeitura no balanço do déficit de 2013. Atualmente, a cidade tem 69 unidades de educação infantil atendendo 9.800 alunos.

Escrito por: Poliana Casemiro2 min de leitura
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Creche do Parque Sabará lidera ranking da cidade, com 312 crianças na espera

Reprodução/Google Earth

Com o início das aulas em 27 de janeiro, 2.500 mil crianças ficaram de fora das salas de aula devido a falta de vagas nas creches e berçários de Taubaté. Os números foram publicados pela prefeitura no balanço do déficit de 2013. Atualmente, a cidade tem 69 unidades de educação infantil atendendo 9.800 alunos.

A moradora Sara Soares espera desde novembro de 2013 por uma vaga para a filha de dois anos. “Eu tentei, mas sempre dizem que vão retornar e não retornam. Eu precisava de um emprego e já adiava isso há um ano por não ter com quem deixar minha filha. Hoje, ela só está na escola porque estou trabalhando em uma creche particular e, por isso, ela ganhou uma vaga”.

Promessa de campanha do prefeito Ortiz Júnior (PSDB), em seu segundo ano de mandato, a falta de vagas ainda é um problema. Em 2013, a prefeitura assinou um convênio para a construção de 10 novas unidades, sendo cinco do governo federal e outras cinco do Estadual. Já em 2014, as obras ainda não começaram.

Segundo a prefeitura, as cinco creches em parceria com o Estado ainda estão no setor de planejamento para conferência de documentação. As obras das creches em parceria com a União começam a ser construídas entre março e junho no Chácara Flórida, Mantiqueira, Jardim Paulista e Três Marias.

Como medida provisória, a prefeitura realizou obras de ampliação em outras cinco unidades, mas as 500 vagas geradas atendem apenas 20% da demanda. A EMEI Albertina Lindegger, no Parque Sabará, tem 312 crianças em fila de espera.

Terceirização
Para solucionar o problema da falta de vagas a prefeitura pretende terceirizar o serviço. A licitação prevê a contratação de uma empresa para gerir as unidades educacionais no município com contrato de R$ 14 milhões por 12 meses.

A concorrência teve início em novembro de 2013, mas a abertura de envelopes já foi adiada duas vezes pela falta de entidades interessadas. Segundo a prefeitura, no dia 12/2 haverá novo chamamento.

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