Taubaté tem taxa de desemprego de 17%, aponta pesquisa do Nupes
Número aumentou em relação ao mesmo período do ano passado


Taubaté tem taxa de desemprego de 17%, aponta pesquisa do Nupes
Divulgação/PMT
A taxa de desemprego registrada, em abril deste ano, em Taubaté foi de 17,20%, o que representa um aumento se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a cidade registrou 12,87%. Os dados são da Pore (Pesquisa de Ocupação, Renda e Escolaridade), realizada desde 2005 pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté).
No mês de abril, foram entrevistados moradores de 185 domicílios, somando um total de 621 pessoas. A amostra foi selecionada de forma aleatória e os resultados possuem uma margem de erro de 0,04, o equivalente decimal de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.
A pesquisa é semestral, mas neste relatório são apresentados os dados relativos aos meses de abril de 2014 e 2015, reduzindo o efeito da sazonalidade como as contrações do comércio no final do ano.
Crescimento mais lento
De acordo com o Nupes, o aumento na taxa de desemprego no último ano pode ser consequência da redução no ritmo do crescimento econômico com o aumento nas taxas de juros no país e o alto índice de endividamento das famílias taubateanas.
O aumento da procura por trabalho também pode ter contribuído para a taxa de desemprego mais elevada. Os dados apontaram que houve um aumento do percentual entre aqueles que disseram estar desempregados e que estão à procura de emprego.
Em relação ao dados de 2014, a pesquisa também aponta para um aumento na taxa de desemprego entre os jovens de até 24 anos (de 27,14% para 39,73%), bem como o aumento da taxa de desemprego entre as pessoas acima de 24 anos (de 9,09% para 10,09%). O crescimento do desemprego entre os jovens pode ser consequência da maior procura por trabalho nessa faixa etária, até mesmo pela dificuldade do primeiro emprego.
Na taxa de desemprego conforme escolaridade ocorreu uma queda para pessoas que possuem o ensino fundamental (de 15,71% para 14,46%). No que diz respeito ao ensino médio, houve um aumento da taxa de desemprego (de 14,90% para 18,60%), bem como no nível superior (de 7,07% para 11,63%). Isso revela que a inserção no mercado de trabalho também tem afetado os que têm maior escolaridade.
Dos trabalhadores que declararam o seu setor de ocupação, o setor que mais emprega é o de serviços (53,72%), seguido pelo comércio (22,73%), atividade industrial (20,25%), construção civil (2,89%) e agricultura (0,41%). Cabe destacar que esse resultado inclui tanto os trabalhadores do setor formal quanto informal.
Na composição dos vínculos de ocupação, entre os que declararam o vínculo de trabalho, a maioria dos trabalhadores são assalariados registrados – incluindo os servidores públicos – com 57,26%, seguido pelos autônomos que não pagam INSS (26,21%), autônomos que pagam o INSS (9,27%), estagiários (4,84%) e profissionais liberais e empregadores (2,42%).
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