Taxa longa de juros fecha em alta com correção de posições antes de leilão
Os juros futuros confirmaram no fechamento a direção de alta exibida durante praticamente todo o dia. Segundo profissionais da área de renda fixa, o avanço decorreu de um ajuste de posições após uma sequência de quedas registrada entre o final de dezembro e a sessão de segunda-feira, 2. As notícias que abriram espaço para a correção foram a…

Os juros futuros confirmaram no fechamento a direção de alta exibida durante praticamente todo o dia. Segundo profissionais da área de renda fixa, o avanço decorreu de um ajuste de posições após uma sequência de quedas registrada entre o final de dezembro e a sessão de segunda-feira, 2. As notícias que abriram espaço para a correção foram a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) acima do esperado e a expectativa de um reajuste dos combustíveis pela Petrobras, disse Guilherme Foureaux, da MRJ Marejo Investimentos.
O mercado também se antecipou para possível oferta grande de títulos pelo Tesouro Nacional no primeiro leilão de papéis deste ano, na quinta-feira, 5, de acordo com operadores.
Entre 15 de dezembro e a última segunda-feira, o contrato com vencimento em janeiro de 2021 caiu de cerca de 11,90% para perto de 11,20%, conforme os ajustes das sessões regulares. Na terça-feira, 3, apontou 11,23%.
Ao final da sessão regular desta quarta-feira, 4, indicou 11,35% (máxima). Nos trechos curto e intermediário, os avanços foram mais contidos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 terminou o dia em 11,485% (11,455% no ajuste anterior); e a do contrato para janeiro de 2019, em 11,00% (10,94%).
O IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,72% em dezembro, ante 0,15%. Sobre a Petrobras, a possibilidade de reajuste dos combustíveis a ser anunciado no fim desta semana ou na próxima ganhou força nas mesas de operação em sintonia com a valorização do petróleo no mercado internacional e “em última análise, pode manter o Banco Central em alerta”, comentaram os analistas de renda fixa da Guide, em relatório.
Com isso, as taxas descolaram do dólar à vista, que caía 1,23% às 16h31, aos R$ 3,2213. Na Bolsa, o Ibovespa recuava 0,36%, aos 61.589,89 pontos.
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