Técnica do São José revela receio por draft: ‘Pode se tornar dor de cabeça’

Acontece amanhã (25 de setembro) no Rio de Janeiro o draft de jogadoras do Brasil que vão reforçar as equipes que se classificaram para segunda fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Treinadora trata draft com cautela

Thiago Fadini/Meon

A comissão técnica do São José EC aguarda nesta sexta-feira (25) pelo início do draft (escolha e distribuição) das jogadoras da seleção brasileira feminina permanente, que acontecerá no Rio de Janeiro. Desde a criação do selecionado em 2014, as Meninas da Águia perderam peças importantes, como a volante Formiga.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou no início desta semana a distribuição de 20 atletas entre os oito times que se classificaram para segunda fase do Campeonato Brasileiro. Cada clube poderá escolher duas jogadores e quatro desses clubes terão a oportunidade de receber um terceiro reforço.

No entanto, o auxílio das representantes do Brasil pode se tornar, não uma solução, mas um possível problema para as equipes que serão contempladas. É o que acha a técnica joseenses, Emily Lima, que não garantiu as recém-chegadas como figuras garantidas no time titular que disputa o Brasileiro.

“O draft pode se tornar uma dor de cabeça para os treinadores, pois podemos perder o grupo. Nossa equipe, por exemplo, está a nove meses treinando e temos 25 atletas que podem estar jogando. Vamos trazer mais duas jogadoras sem saber qual será o entendimento das que já estão no time. É importante dizer que as atletas que vão chegar não são obrigadas a jogar”, opinou.

As jogadoras que serão draftadas são Bárbara, Andressinha, Darlene, Fabi, Formiga, Gabi Zanotti, Géssica, Luciana, Maurine, Mônica, Travalão, Rafa, Raquel, Tayla, Thaisa, Camila, Letícia, Andreia, Rilany e Bia.

Em contrapartida, a Águia do Vale terá a chance de repor a lateral-esquerda, que será desfalcada com a ida de Yasmin para a seleção brasileira. O time nacional disputará o Sul-Americano Sub-20. Mesmo assim, Emily argumenta que a decisão de colocar as atletas que estão na seleção permanente para jogar poderia ter sido tomada mais cedo.

“Estou precisando de uma posição que acabamos perdendo. A lateral esquerda, Yasmin, vai defender o Brasil no Sul-Americano Sub-20. Então vamos usar o draft para repor essa posição nos próximos jogos. Mesmo assim não sei ainda se é uma boa iniciativa, pois se é uma Seleção permanente elas tem que estar a todo o momento juntas. Mas se a ideia era colocar as meninas em atividades, isso poderia ter sido feito desde a Copa do Brasil, no começo do ano”, concluiu Emily Lima.

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