Tempo seco exige cuidados extras para quem trabalha exposto ao sol
Falta de chuva, queimadas e baixa umidade do ar: quem trabalha nas ruas, construções, exposto ao sol, sofre mais os efeitos do tempo seco. A medida que a temperatura vai aumentando, os cuidados são cada vez mais indispensáveis, como uso de protetor solar e hidratação.


Trabalhar no sol exige cuidados com a saúde
Flávio Pereira/Meon
Falta de chuva, queimadas e baixa umidade do ar: quem trabalha nas ruas, construções, exposto ao sol, sofre mais os efeitos do tempo seco. A medida que a temperatura vai aumentando, os cuidados são cada vez mais indispensáveis, como uso de protetor solar e hidratação.
“A gente procura pintar os prédios na direção contrária ao sol para ficar na sombra do prédio e evitar a exposição. Sempre uso protetor solar, bebo água e falo com minha equipe para colocar um chapéu de palha. Mas tem outras atividades nas ruas, por exemplo, que podem ser feitas à noite porque o sol é muito forte”, conta Rogério Diniz, proprietário de uma empresa de pintura.
Segundo o supervisor de Desenvolvimento, Segurança e Medicina do Trabalho da Urbam (Urbanizadora Municipal) de São José dos Campos, Rodrigo Cordeiro da Costa, o tempo seco, em si, não oferece riscos ocupacionais. “Mas para minimizar o desconforto que algumas pessoas podem sentir em dias mais quentes e mais secos é recomendável a hidratação contínua”, detalha.
Costa lembra que, de acordo com as normas regulamentadoras do Ministério do trabalho, não há uma determinação ou norma que obrigue os empregadores a darem pausas entre longos intervalos de exposição ao sol.
Na empresa de pintura de Diniz, contudo, os pedreiros e pintores, tem acesso à água e, como diz o proprietário, procuram desenvolver o trabalho em horários que não exponham tanto os operários ao sol forte.
“Eu não faço com eles, o que não quero para mim. Estamos em uma obra hoje que trouxemos até uma geladeira pequena para manter a água gelada. Hoje você pinta, por exemplo, com perfeição à noite, usando holofotes. Então dá para driblar o sol forte”, conclui.
O uniforme é outro item importante. Camisas de manga comprida protegem dos raios solares que podem causar câncer de pele. O protetor solar tem que ser reaplicado a cada duas horas e o ideal, segundo os especialistas, é um copo de água a cada hora.
Tempo
De acordo com o CPTEC/ Inpe, o tempo claro e aberto dos últimos dias, sem nuvens, gera IUV (Índice Ultravioleta) muito elevado, com registros entre 9 e 10 num dia de sol. A partir de 11, a radiação é considera extrema. Os dias nublados, por exemplo, o IUV fica em torno de 3, o que é considerado moderado. Para se ter ideia do risco, quanto maior o índice, maiores os danos que os raios solares causam à pele, podendo causar câncer.
Segundo os meteorologistas, a umidade relativa do ar na RMVale apresenta boa variação por causa das correntes que vêm do litoral para o continente. Na última semana, houve uma porção de umidade maior na nossa região, que deixou os índices entre 35% e 50%, o que é considerado moderado, mas ainda gera sensação de tempo seco e desconforto.
Em um deserto, a umidade relativa do ar, varia entre 10% e 15%. A média mundial é de 60% e abaixo de 30%, é considerada muito baixa e pede estado de atenção. A faixa de conforto é uma umidade relativa do ar acima de 40%.
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