Trabalhadores da GM e Embraer de S. José decidem parar no próximo dia 29

Segundo sindicato, paralisação é contra a terceirização, MP’s e ajuste fiscal

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Trabalhadores da GM e Embraer de S. José decidem parar no próximo dia 29

Tanda Melo/SindMetal/SJC

Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos decidiram, em assembleia, nesta quinta-feira (21), aderir ao Dia Nacional de Paralisação, programado para o próximo dia 29. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade.

De acordo com a entidade, o sindicato vem realizando assembleias em diversas fábricas da região e, na quarta-feira (20), os trabalhadores da Embraer também aprovaram a participação na paralisação do dia 29.

A previsão é de que trabalhadores de todo o país participem do Dia Nacional de Paralisação, em protesto contra o projeto de lei da terceirização (PLC 30/2015), as medidas provisórias 664 e 665 e o ajuste fiscal anunciado pelo governo.  As manifestações estão sendo convocadas pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, UGT, CGTB, Intersindical – CCT, Intersindical, CTB e Nova Central .

“No dia 29, os metalúrgicos vão dar início à construção de uma Greve Geral contra todos os ataques que o governo Dilma e o Congresso Nacional têm realizado à classe trabalhadora. Pretendemos parar o maior número possível de trabalhadores, de diversas categorias, para colocar o governo Dilma contra a parede e mostrar que o Vale do Paraíba não aceita o ajuste fiscal e a retirada de direitos”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Ainda na assembleia desta quinta-feira, os trabalhadores exigiram a abertura das negociações sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) com a montadora.

Negociações atrasadas
Tradicionalmente, a primeira parcela da PLR na montadora é paga em maio, após uma série de negociações. Segundo o sindicato, a entidade protocolou, no início de abril, um pedido de abertura de negociação sobre PLR com a General Motors, mas, até o momento, a empresa não agendou nenhuma reunião.

Os trabalhadores reivindicam abertura de negociação imediata, antecipação da primeira parcela, com valor maior que a do ano passado, e fim das metas. Em 2014, a primeira parcela da PLR foi de R$ 9,5 mil.

“A GM está muito atrasada. Há semanas a empresa vem enrolando para marcar a primeira rodada de negociação. Se continuar assim, as máquinas vão parar”, conclui Macapá.

Os trabalhadores da GM também votaram pela proibição de hora extra enquanto houver trabalhadores em lay-off. Atualmente, há 798 funcionários da GM de São José em lay-off.

A reportagem entrou em contato com a GM, mas, até o fechamento desta matéria, a montadora não informou sobre a negociação da PLR com o sindicato.

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