Trabalhadores da Revap são escoltados pela PM e sindicato contesta medida
Segundo a categoria, os colaboradores seriam impedidos de participar de assembleias


ônibus e vans são escoltados pela PM
Reprodução
Trabalhadores da Contrução Civil são impedidos de participar de assembleias e atos realizados em frente à Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos. Além disso, os ônibus e vans que transportam os funcionários são escoltados pela Polícia Militar até a entrada do complexo. As informações são da própria categoria, que está revoltada com a situação.
De acordo com os trabalhadores, os colaboradores seriam ameaçados para não participar dos atos, sob a possibilidade de perder seus empregos.
As manifestações, organizados por trabalhadores desempregados, são motivadas pela falta de transparência na contratação da Método Potencial Engenharia, que está instalada na refinaria desde o dia 1º de fevereiro. Segundo a categoria, a empresa não estaria contratando pessoas da região e, por tanto, descumprindo acordo firmado com o Sindicato da Construção Civil.
José Pereira Júnior é vinculado à entidade e relata a insatisfação. “Além dos trabalhadores serem ameaçados, a empresa Método Potencial não está cumprindo com o que foi acordado. Ela não é transparente nas as contrações e não está admitindo mão de obra local”, disse.
A empresa terceirizada assinou contrato para serviços de manutenção pelo período de três anos, com previsão de admitir 200 pessoas. Apesar disso, a Método Potencial informa que 95% de sua mão de obra direta são de trabalhadores da região e que o índice é superior ao o que ficou estabelecido em acordo coletivo, de 80%.
A Revap informou por meio de nota que “no desenvolvimento de suas atividades, realiza a contratação de prestação de serviços e que não interfere nas relações entre as empresas contratadas, seus trabalhadores e sindicatos”. A respeito da contratação de mão de obra local, a refinaria reiterou ainda que todos os seus contratos de serviço estão em conformidade com a legislação vigente, respeito à contratação de mão de obra local.
O Sindicato da Construção Civil disse que apoia os trabalhadores desempregados e que espera que haja uma solução para o problema enfrentado por eles em relação à Método Potencial.
Ação da PM
Além disso, os trabalhadores contestam a agressão da Polícia Militar. Na segunda-feira (11), a categoria realizou ato em frente à Revap reivindicando transparência na contratação da Método Potencial. Na ocasião, de acordo com eles, a PM utilizou balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar e impedir a realização do ato.
A PM foi procurada e disse que os sindicalistas impediram a entrada dos trabalhadores que eram escoltados. A polícia afirmou também que iniciou negociação, mas não houve resultado iniciando, assim, intervenção utilizando os meios necessários para preservação da ordem pública.
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