Trabalhadores de São José protestam contra a lei da terceirização

Sindicatos de diversas categorias organizam atos nesta quarta-feira (15)

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Parte dos trabalhadores de São José dos Campos iniciaram a manhã desta quarta-feira (15), com diversos protestos contra o Projeto de Lei 4330, que regulamenta a terceirização e permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função.

As ações acontecem em nível nacional e são organizadas pelas centrais sindicais. Em São José dos Campos, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, trabalhadores da Embraer e GM (General Motors) e condutores de ônibus do transporte público aderiram ao movimento.

Segundo o sindicato, as manifestações começaram por volta das 5h30 da manhã. Os trabalhadores da GM realizaram uma passeata pela Avenida General Motors (marginal da Rodovia Presidente Dutra), por aproximadamente uma hora, entre o trevo do bairro Vista Verde e a fábrica.

Ao final, votaram em assembleia a rejeição ao PL 4330 e às medidas provisórias 664 e 665, que restringe o acesse o seguro-desemprego, auxílio-doença, pensão e PIS. De acordo com o sindicato, cerca de 2 mil trabalhadores participaram da passeata.

Simultaneamente, houve manifestação nas Avenidas dos Astronautas e Faria Lima, que levam à Embraer. Os ônibus seguiram em lentidão, atrasando em uma hora a entrada de 3.500 trabalhadores do  primeiro turno na fábrica. Segundo o sindicato de São José, também está acontecendo paralisação na Revap (Refinaria Henrique Lage).

Na Avenida Francisco José Longo, os motoristas estão dirigindo os ônibus em velocidade reduzida, desde as 7h, e seguem até a Praça John Kennedy, onde encerram a manifestação. Às 7h15, havia trânsito carregado na avenida. Em algumas regiões da cidade, como o bairro Interlagos, os pontos de ônibus estão lotados de passageiros à espera da condução.

Estes e outros protestos estão sendo conduzidos pela CSP-Conlutas e pelos Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Condutores, Correios, Construção Civil, Petroleiros e Alimentação.

“Este é um dia de paralisações, em que os trabalhadores mostram que são contrários à terceirização, um projeto extremamente prejudicial à classe trabalhadora. O próximo passo é construir uma greve geral pelo arquivamento do PL 4330”, afirma o secretário-geral do Sindicato e dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

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