Transposição de via férrea em Pinda tem opções de túnel ou viaduto
O projeto para rebaixamento ou elevação da via férrea no centro de Pindamonhangaba pode custar de R$ 22 milhões a R$ 280 milhões. Tudo depende de quem vai executar a obra. O menor valor vai possibilitar um viaduto, a ser executado pela prefeitura. O maior valor será utilizado para um túnel de responsabilidade do Governo Federal. A informação é do prefeito da cidade, Vito Ardito (PSDB).


O túnel terá 1,7 quilômetro de extensão em um trecho da região central da cidade
Flavio Pereira/Meon
O projeto para rebaixamento ou elevação da via férrea no centro de Pindamonhangaba pode custar de R$ 22 milhões a R$ 280 milhões. Tudo depende de quem vai executar a obra. O menor valor vai possibilitar um viaduto, a ser executado pela prefeitura. O maior valor será utilizado para um túnel de responsabilidade do Governo Federal. A informação é do prefeito da cidade, Vito Ardito (PSDB).
“A administração anterior da prefeitura fez todo o projeto, para um túnel ou viaduto transpondo a via férrea, e fomos pegos de surpresa quando o pessoal do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) esteve aqui nos procurando para tratar do túnel”, conta Vito Ardito. “O túnel seria por conta do Governo Federal e eles chegaram à conclusão de que todo o projeto de rebaixamento vai ficar em cerca de R$ 280 milhões.”
Segundo o prefeito, o projeto de alteração da via férrea, por rebaixamento ou elevação, vai sair do papel, seja pela prefeitura ou pelo Governo Federal. “Segundo o pessoal do DNIT, eles querem iniciar alguma coisa até dezembro, a gente espera que nesses 30, 60 dias venha uma resposta de Brasília. Se ela não for viabilizado o projeto do governo, nós já deixamos dinheiro no orçamento da prefeitura para começar o viaduto”, afirma Ardito.
No projeto de rebaixamento, o túnel teria 1,7 quilômetro de extensão em um trecho que vai da região do Araretama até a do Castolira, no centro da cidade. Nesse caso, todo o trabalho de reurbanização e paisagismo, onde hoje existe a via férrea exposta ao ar livre, ficaria por conta da prefeitura.
Segundo o prefeito, não é necessária desapropriação de imóveis para o rebaixamento. “Não é preciso desapropriar nada, são cerca de nove metros de profundidade no centro da cidade. Ali tem um problema de areia, água e xisto betuminoso, mas já foi verificado que dá para ser feito, não tem galerias e nem problemas com a Sabesp”, explica.
O chefe do Executivo diz que a opção pelo viaduto, no caso de a prefeitura ter que executar o projeto, está ligada à manutenção e impossibilidade financeira de construir o túnel. “Não temos R$ 280 milhões para um túnel, é muito dinheiro, o viaduto é mais barato e dá menos manutenção”, conclui.
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