Tratamentos com hipnose auxiliam combate à depressão e fobias

Longe de ser apenas uma atração de entretenimento a hipnose atualmente é reconhecida como um processo eficaz para tratamento de fobias, depressão, ansiedade entre outras enfermidades. O método utiliza como ferramenta a indução a um relaxamento profundo, auxiliando o profissional a acessar informações do subconsciente dos pacientes.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Psicóloga Cristina Souto Rigotti, realiza sessões de hipnose em seu consultório

Divulgação

Longe de ser apenas uma atração de entretenimento a hipnose é reconhecida como um processo eficaz para tratamento de fobias, depressão, ansiedade entre outras enfermidades. O método utiliza como ferramenta a indução a um relaxamento profundo, auxiliando o profissional a acessar informações do subconsciente dos pacientes.

De acordo com quem defende o método, é a partir desse momento que é possível alcançar traumas que deram início a um processo de fobia, depressão ou qualquer tipo de bloqueio mental. O trabalho durante as sessões é o de acessar esses pontos e liberar o paciente deste abalo.

Psicóloga especialista em hipnose, Cristina Souto Rigotti, de São José dos Campos, afirma que o estado do paciente durante o processo é parecido com aquele primeiro estágio do sono, quando ainda se misturam sonho e realidade.

“A maioria dos nossos traumas foi formada até os quatro anos de idade. A hipnose nos ajuda a chegar neste ponto e fazer uma resignação de forma positiva. Ou seja, voltamos onde o problema teve início e a partir daí trabalhamos para eliminá-lo. O paciente permanece consciente durante as sessões, a diferença é que sua mente fica mais acessível ás informações do subconsciente”, afirma.

O número de sessões necessárias para solucionar um tipo de problema varia de acordo com a suscetibilidade do paciente à hipnose. A psicóloga afirma que, apesar de todas as pessoas serem passíveis de hipnose, o processo leva mais tempo para algumas pessoas.

“Pode levar uma ou cinco sessões para conseguir que um paciente consiga realmente entrar no processo hipnótico. Cada paciente responde de forma diferente. Há quem a gente já consiga induzir na primeira sessão, depende bastante. Mas, na média, o tratamento leva de 15 a 20 sessões”, diz.

Anestesia
Além dos problemas com traumas e fobias, a hipnose é também um processo que pode substituir a anestesia em pequenos procedimentos odontológicos, por exemplo. Utilizada para pessoas com resistência aos medicamentos anestésicos, a técnica faz com que o paciente não sinta dor enquanto faz um tratamento de canal ou até mesmo extraia um dente.

“Com pessoas mais suscetíveis ao processo, pode ser que não seja preciso usar nenhuma anestesia. Por isso mesmo muitos dentistas também se especializam nas técnicas de hipnose para que possa atender sem uso dos anestésicos”, afirma.

Sobre os riscos da pessoa acordar do transe e sentir uma dor insuportável, a psicóloga descarta a possibilidade. Segundo Cristina, a partir do momento em que se entra em transe, a pessoa é conduzida pelo profissional e não sai até que o estímulo termine.

“O contrário também vale nesse caso. Por exemplo, muitas pessoas me perguntam o que aconteceria se o profissional tivesse um mal súbito e morresse durante o processo de hipnose. Nesse caso, ninguém para nos quatro anos de idade (risos). Acontece que, sem estímulo, a pessoa vai saindo gradativamente do transe”, diz.

Em média, as sessões de hipnose custam R$ 250. Antes do processo começar, o tratamento exige alguns encontros para que o profissional conheça o paciente para que possa induzir a hipnose de forma mais assertiva.

“A hipnose mesmo só começa depois que conhecemos a pessoa. Caso contrário, como posso colocar, por exemplo, um barulho de água para o paciente relaxar e, depois, descobrir que sua fobia vem justamente por causa de um afogamento na infância”, questiona.

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