“Tropa de Elite” do Pinheirinho é retratada no Paraty em Foco
“A Tropa de Elite”, exército improvisado de moradores da recente ocupação do Pinheirinho, zona sul de São José dos Campos, que ficou conhecido nacionalmente em 2012 por resistir à ação de reintegração de posse da polícia militar para defender suas casas torna-se um ensaio fotográfico exposto no Festival Internacional de Fotografia de Paraty, o Paraty em Foco.


Cícero de Andrade Santos, com armadura da resistência de 2012
Divulgação/Trëma
“A Tropa de Elite”, exército improvisado de moradores da ocupação do Pinheirinho, zona sul de São José dos Campos, que ficou conhecido nacionalmente em 2012 por resistir à ação de reintegração de posse para defender suas casas virou um ensaio fotográfico exposto no Festival Internacional de Fotografia de Paraty, o Paraty em Foco.
De quinta (25) a domingo (28), retratos de homens e mulheres do Pinheirinho armados com pedaços de pau, capacetes de moto, escudos de aço, entre outros artefatos formam o ensaio “A Tropa de Elite”, do coletivo Trëma.
Projetada na mostra Portfólio em Foco, em telões espalhados pela cidade do litoral fluminense, a série de fotos do grupo paulistano foi feita dois anos após a reintegração de posse e propõe um contraste visual: os moradores posam ora com as armaduras e ora sem elas. Veja a série de fotos no site do Paraty em Foco.
“Nosso projeto é um comentário sobre pessoas comuns, em sua maioria de baixa renda, que decidiram formar um exército para proteger suas casas e o realizamos para extrapolar o fato de que as pessoas lutam com o que tiverem para garantir o direito a uma moradia digna”, afirma Gabo Morales, membro do Trëma junto de Filipe Redondo, Leonardo Soares e Rodrigo Capote -todos fotógrafos que se conheceram na redação do jornal Folha de S. Paulo.
Morales conta que o coletivo não existia na época da criação do exército do Pinheirinho, teve contato com os ex-moradores em setembro de 2013, em uma assembleia dos ex-moradores da ocupação no bairro do Campo dos Alemães. Foi ali que tiveram a ideia do ensaio.
“O Pinheirinho obviamente não foi o primeiro caso de reintegração de posse feita de forma violenta e injusta, foi um caso simbólico”, diz. “Por causa da repercussão que a ação teve, pelas características da área ocupada -um terreno imenso e sem uso em área próxima à mancha urbana, com milhares de reais em impostos devidos- e pelas decisões no mínimo enviesadas da Justiça”.
Posts Relacionados

Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro

Mário Toledo lança segundo livro como coautor em São Paulo na semana de abertura da Bienal do Livro

Carmo Dalla Vecchia e Vanessa Gerbelli falam sobre a peça “Forever Young” no Meon Entrevista
