Ucrânia pede ao Brasil que ajude a convencer Putin a ir a encontro com Zelensky

Chanceler pediu apoio direto do governo brasileiro nas negociações

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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O governo da Ucrânia recorreu ao Brasil para tentar garantir a presença do presidente russo, Vladimir Putin, em um encontro com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, marcado para quinta-feira (15), em Istambul, na Turquia.

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O pedido foi feito nesta terça-feira (13) pelo vice-chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrii Sybiha, ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, durante uma ligação telefônica. Sybiha solicitou que o Brasil use sua “voz competente” para encorajar a participação de Putin no encontro. Segundo ele, Zelensky está pronto para o diálogo direto com o russo.

No fim de semana, a Rússia havia sinalizado a possibilidade de negociações com a Ucrânia, após pressões internacionais por um cessar-fogo de 30 dias. A proposta de Putin foi vista como um avanço por Zelensky, que então confirmou a reunião. No entanto, o Kremlin informou que a presença de Putin ainda não está garantida e que ele pode enviar representantes.

Zelensky reagiu dizendo que o encontro só tem valor se Putin estiver presente pessoalmente, e sugeriu que o líder russo estaria “com medo”.

A participação brasileira nas negociações volta a ser considerada após meses de afastamento. Desde 2023, o presidente Lula tem tentado se posicionar como mediador do conflito, mas chegou a ter atritos públicos com Zelensky. Em uma das declarações, Lula sugeriu que o líder ucraniano deveria buscar uma saída diplomática, o que foi mal recebido por Kiev.

Na ocasião, Zelensky afirmou que o Brasil havia perdido relevância nas negociações e que “o trem do Brasil já havia passado”.

Apesar disso, a nova sinalização de diálogo reaquece a possibilidade de uma reaproximação diplomática. O Itamaraty confirmou a conversa entre os chanceleres e informou que Mauro Vieira reafirmou o compromisso do Brasil com a busca por uma solução negociada.

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Caso se confirme a participação de Putin, será a primeira vez que os dois presidentes se encontram frente a frente desde o início da guerra, que já dura mais de três anos.

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