Uma em cada cinco crianças e adolescentes no mundo tem sobrepeso ou obesidade
Relatório aponta que 20,7% dos jovens de 5 a 19 anos vivem com excesso de peso

Dados recentes do World Obesity Atlas 2026 mostram que cerca de 20,7% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos em todo o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade — o que equivale a quase 1 em cada 5 jovens nessa faixa etária. Esse percentual representa mais de 400 milhões de crianças e adolescentes com excesso de peso no mundo, um aumento preocupante em relação a décadas anteriores.
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Crescimento global e projeções
O atlas, divulgado pela World Obesity Federation, revela que a prevalência de sobrepeso e obesidade em jovens aumentou de forma contínua nas últimas décadas, refletindo mudanças nos padrões alimentares e nos níveis de atividade física em todo o mundo. As projeções da entidade indicam que, se essas tendências continuarem, o número absoluto de crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade poderá ultrapassar 500 milhões até 2040.
Crescimento acelerado também está sendo monitorado em países com grandes populações, como China, Índia e Estados Unidos, que juntos concentram dezenas de milhões de jovens com índice de massa corporal elevado.
Fatores que influenciam a tendência
Especialistas apontam que a expansão da obesidade e do sobrepeso entre crianças e adolescentes está relacionada, entre outros fatores, ao consumo crescente de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias e pobres em nutrientes, além da redução da atividade física diária. Essas condições aumentam riscos de saúde ao longo da vida e podem desencadear doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares desde a juventude.
Impactos na saúde pública
O aumento expressivo do sobrepeso infantil traz desafios significativos para sistemas de saúde, educação e políticas públicas. A obesidade na infância não só eleva a probabilidade de persistência do excesso de peso na idade adulta, como também está associada a riscos elevados de doenças metabólicas e complicações de saúde ao longo da vida.
Especialistas e organizações internacionais reforçam a necessidade de ações para promover ambientes alimentares mais saudáveis, incentivar a atividade física desde a infância e limitar a exposição de crianças a publicidade de alimentos pouco nutritivos.
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