Uma semana para colocar o dedo na ferida da intolerância
Sesc São José promove ciclo de palestras para debater o tema


Paulo Werneck, curador da Flip, abre o evento nesta terça-feira (10)
Divulgação
Basta uma rápida retrospectiva deste ano que está terminando para perceber que o fla-flu da intolerância pautou as principais discussões de 2015 até aqui. O tema está em ebulição nos noticiários, nas redes sociais, nas ruas, nos estádios, nas reuniões de família.
Frente a este panorama de obscuridade e incertezas quanto ao futuro, o Sesc São José dos Campos coloca o tema no centro do ciclo de debates “Intolerâncias — Coexistência em Conflito”, que acontece entre terça (10) e sexta-feira (13). Ao todo serão seis encontros, todos com ingressos esgotados, para discutir temas como as origens da intolerância, raças e etnias, crenças e religiões, entre outros.
O curador da Flip Paulo Werneck, o romancista Paulo Lins e o jornalista José Arbex Junior são alguns dos nomes presentes na programação do evento.
De acordo com a animadora sociocultural do Sesc, Maria Cláudia Curtolo, a intenção é colocar os participantes frente a frente com os temas que normalmente são enfrentados de maneira superficial.
“São questões muito importantes de lidar e que muitas vezes não conversamos de frente e, quando os abordamos, nos surpreendemos nossa própria postura. Tratam-se de nossos próprios tabus, questões com as quais, sem perceber, lidamos de forma dogmática e duvidosa “, explica.
Embora o tema da intolerância esteja atual também fora do país, o evento centralizou as discussões em desdobramentos mais ligados a realidade brasileira. Durante os debates, também haverá espaço para as perguntas e colocações da plateia.
“Esperamos que seja uma conversa em alto nível e que, principalmente, estejamos acendendo aqui uma fagulha e que hajam desdobramentos dos debates iniciados nesta semana. O importante é que as pessoas se apropriem da discussão e levem isso adiante”, diz.
Diferenças
O corpo de palestrantes segue a proposta de diversificação na qual o Sesc aposta para este evento. A expectativa é que, na plateia, também haja representantes de diversos setores da sociedade para enriquecer o diálogo.
“A diversidade produz provocações e incômodos que são importantíssimos para que se reflita em conjunto. Diante das questões tão delicadas que estamos vivendo, essa troca ganha ainda mais relevância”, conclui.
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