Uma virada para os artistas da região

Com início neste sábado, Virada Cultural tem maciça programação regional

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20150522_imersao_camilagrun

Músicos do projeto Imersão, destaque na programação do Sesc

Camila Grun/Divulgação

A nona edição da Virada Cultural de São José dos Campos começa cercada de expectativa neste sábado (23). Com programação bem mais interessante do que aconteceu nos últimos anos, o evento tenta recuperar a credibilidade com o público ao contar com nomes como Moraes Moreira, Vanguar e CPM22.

Além do time mais conhecido da plateia, o line-up ainda traz a boa aposta da nova MPB, Filipe Catto, a música cubana Yusa e a carismática Graça Cunha, conhecida por integrar a banda do programa Altas Horas.

O que difere esta das outras edições do evento, entretanto, é o quanto a cidade promete se apropriar da Virada. Antes à sombra das grandes atrações, a cena local assume boa parte do protagonismo este ano.

O Sesc, parceiro em todas as edições do evento, apostou apenas em artistas da região para compor a programação da Virada neste ano. Saem Marcelo Jeneci, Banda Eddie ou Mundo Livre S.A – que já integraram a programação do Sesc durante os ano anteriores—, entram Dom Pescoço, No Metric, União Força e Fé e Síntese, artistas do projeto “Imersão”, que integram uma nova cena cultural da cidade.

“Não estamos abrindo a oportunidade só por que os artistas são daqui. Além de preencherem os critérios de qualidade, os artistas da região já demonstraram um nítido amadurecimento no que diz respeito à profissionalização. As bandas, os artistas plásticos e os grupos teatrais têm se articulado de maneira muito eficiente para fidelizar seu público e alcançar maior projeção”, já adiantava a coordenadora de programação do Sesc, Daniela Savastano, quando a unidade divulgou a programação deste ano.

Outros músicos consolidados no cenário regional, como Tuia, Dani Montuori, Megh Stock e Trio José também terão espaço na programação oficial. O primeiro toca no palco do Parque da Cidade, enquanto os outros fazem apresentação no Cine Santana.

Off
Se, na programação oficial, a Virada não “vira” com a madrugada – as últimas atrações do sábado começam à meia-noite—, a cena tratou de apropriar-se do evento para corrigir a pequena contradição. Além do Hocus Pocus, que tradicionalmente já libera a casa sem cobrar ingresso, este ano São José ganhou uma Virada Off.

Com mais de 1.400 confirmados pelo Facebook, o evento acontecerá em dois espaços alternativos de São José, a Casa Plural e o Levianos Bar. A programação, que começa às 22h de sábado e vai até às 8h30 de domingo, conta com apresentações musicais, intervenções e sarau.

“A gente bateu um papo com as bandas que tocarão no Sesc e todo mundo topou participar. Vai ser uma confraternização mesmo entre músicos e artistas da cidade. É uma forma de apropriação do evento. Quanto mais atrações simultâneas vão acontecendo, melhor para o público”, explica Marcelo Lira, músico e integrante do Coletivo da Árvore, responsável pela Virada Off.

Publicado em: