Universidade: Unesp prorroga afastamento de professores denunciados por assédio em São José
Docentes do campus de odontologia continuarão longe das atividades acadêmicas por até 180 dias

A Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) prorrogou por até 180 dias o afastamento preventivo de dois professores do campus de São José dos Campos. A decisão estende a medida cautelar aplicada inicialmente em maio, que previa o desligamento temporário das funções pelo período de 30 dias. Com a nova determinação, os docentes permanecerão afastados de todas as atividades acadêmicas e administrativas enquanto os procedimentos disciplinares internos seguem em andamento.
As investigações corporativas foram abertas pela instituição de ensino após uma série de denúncias de assédio e abusos que ganharam forte repercussão no ambiente universitário e na comunidade estudantil. Entre os depoimentos colhidos e formalizados junto aos órgãos de ouvidoria, consta o relato grave de uma estudante do curso de Odontologia, que acusa um dos professores de tê-la estuprado no ano de 2023.
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De acordo com os comunicados oficiais emitidos pela diretoria da Unesp, as comissões processantes seguem realizando a coleta de depoimentos, análise de provas materiais e a instrução dos autos de forma rigorosa. A administração central enfatizou que a ampliação do prazo de afastamento está estritamente respaldada pelos estatutos e normativas institucionais vigentes, que preveem o resguardo das testemunhas e das supostas vítimas durante a apuração dos fatos.
A manutenção do isolamento funcional dos investigados atende também às reivindicações dos coletivos estudantis da universidade, que demandavam garantias de segurança institucional e transparência na condução dos inquéritos administrativos, visando coibir a impunidade e assegurar o acolhimento psicológico e pedagógico das alunas afetadas.
Foto: Reprodução



