13º salário: Pagamento de dívidas continua como prioridade na região, aponta pesquisa

Em Taubaté, maioria dos domicílios (55,36%) opta pelo pagamento da dívida com o benefício

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Estima-se que R$ 200 bilhões serão injetados na economia do país com o pagamento do 13º salário

Reprodução/Arquivo/Meon

A segunda parcela do 13º salário será paga aos trabalhadores até o próximo dia 25 de dezembro. Na região, a maioria das pessoas pretende utilizar o benefício para pagar dívidas, poupar e comprar presentes.

A pesquisa realizada em outubro pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Universidade de Taubaté, entrevistou 212 pessoas, entre lojistas e trabalhadores.

O estudo revela que neste ano 36,31% dos entrevistados sabem o que fazer com o 13º, incremento de 2,11% em comparação com 2017, quando 34,20% das pessoas sabiam o destino que dariam ao salário.

Utilizar o benefício para o pagamento de dívidas corresponde a 55,36% dos entrevistados. No ano anterior, o índice era de 56,9%.

A pesquisa mostra ainda que as pessoas estão mais prudentes em 2018. O número de entrevistados que gastaram o dinheiro neste ano foi de 0,60%, enquanto em 2017 o índice chegou a 2,50%.

“Observamos que devido à falta de emprego as famílias estão mais cautelosas e aproveitam o décimo terceiro para quitar dívidas que já tinham”, destaca Odir Guarnieri, pesquisador do Nupes.

O levantamento indica ainda que houve aumento no número de famílias que pretendem poupar o 13º salário. No ano passado, 20,7% das pessoas optavam por guardar o beneficio, quando, neste ano, 25% do abordados escolheram não gastar o décimo terceiro.

“Isso mostra que a crise no país tem deixado as famílias mais cautelosas, como a geração não está acontecendo você não tem perspectiva de melhora e por isso não consome”, explica Guarnieri.

Além disso, 7,14% dos entrevistados disseram que a prioridade é gastar o décimo terceiro com a compra de presentes. Estima-se que R$ 200 bilhões deverão ser injetados na economia com o pagamento do benefício. O montante representa aproximadamente 3,2% do PIB (Produto Interno Bruno), segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

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