Academia Joseense de Letras promove cerimônia de posse de acadêmicos eleitos

Evento presencial contará com a participação dos imortais da cidade no Cine Teatro Benedito Alves da Silva, nesta quarta-feira (13), às 19h30

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Após dois anos de reuniões virtuais, devido à pandemia de Covid-19, a diretoria da Academia Joseense de Letras retoma os encontros presenciais nesta quarta-feira (13), às 19h30, na cerimônia de posse dos acadêmicos eleitos entre 2016 e 2019. O evento solene será realizado no Cine Teatro Benedito Alves da Silva.

Aberta a convidados, a posse oficializa o ingresso dos seguintes membros: Carlos José, Eduardo Caetano, Dryka Yar, Fabrício Correia, Irmã Vera Letícia, Lili Oliveira, Lya Gram, Roberto Coelho, Rodrigo Fuziger, Sila Antunes e Sandra Guimarães.

Fundada em 1980, a Academia Joseense de Letras é atualmente composta por 20 imortais, entre eles, pensadores, profissionais liberais, empresários, professores universitários personalidades representativas e atuantes na vida cultural do país e do município.

A entidade tem desenvolvido trabalhos literários em parceria com a FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), Secretaria de Educação, instituições públicas e privadas relacionadas à arte, cultura e educação e junto à rede pública e particular de ensino de São José dos Campos. Em 2021, publicou sua primeira antologia poética, “Espelho e Alma”, em comemoração às quatro décadas de existência.

“É uma grande honra ser empossado como integrante da Casa Alta da língua portuguesa e da literatura. Levarei para o exercício de minha representação a missão de propagar a poesia e estimular a leitura e a escrita para as gerações vindouras. Chego à Casa de Cassiano Ricardo com vigor e alegria”, afirmou Correia, um dos acadêmicos eleitos.

Presidência

O presidente da Academia Joseense de Letras, na atual gestão (2020-2022) é o advogado e escritor Rodrigo Cabrera Gonzales.

Também compõem a diretoria a acadêmica Sandra Guimarães, diretora cultural, e Fabrício Correia, diretor administrativo interino, eleito para o cargo após o falecimento do acadêmico Augusto Dias, em 2021.

Reprodução
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Como ser membro

Os membros da Academia Joseense de Letras são eleitos pelos próprios acadêmicos quando é aberto um edital. Morar em São José dos Campos há mais de cinco anos e ter livros registrados no ISBN (International Standard Book Number), um sistema internacional padronizado de identificação de livros, “ter boa conduta, ser uma pessoa ilibada e de notório conhecimento” são alguns requisitos, informou o presidente Cabrera.

Embora não seja um dever, cada membro pode atuar pela academia, como explicou Cabrera. “(…) Temos projetos para a Semana Cassiano Ricardo, em parceria com a FCCR, temos projetos no Parque Vicentina Aranha, que chama-se ‘Entrelinhas’ – é um projeto muito legal de leitura de textos, incentiva novos escritores, novos autores de livros; temos também o trabalho de antologia – todo ano, lançamos uma antologia de poemas e contos em nome da Academia, com os acadêmicos”.

Semente para o futuro

“O trabalho do escritor é um trabalho solitário. Quando o escritor senta em sua escrivaninha, com seu caderno e caneta, ou na frente do seu computador, escreve coisas que, no futuro incerto, possam ser lidas por alguém, possam entrar na pessoa e fazer mudanças comportamentais, sociais e ate ideológicas. A ideia é que os escritores possam realmente fazer mudanças. Onde está o primeiro objeto de mudança? Está nas crianças. As crianças são o público-alvo dos acadêmicos. A gente acha que as escolas, as crianças que são estão se formando são o ambiente propício para que se forje bons cidadãos, para que a gente tenha boas pessoas, que tenham interesse em leitura, em pensamento. Afinal de contas, uma democracia sem liberdade não é democracia. A gente precisa de liberdade de pensamento, e que, mais do que liberdade se comunicar, ter boas mensagens para comunicar.

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