Acidentes com mortes crescem 27,7% nas rodovias que cortam a RMVale
As estradas que cortam as cidades da RMVale registraram aumento de 27,7% nos acidentes com mortes de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com relatório da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), foram contabilizados 182 acidentes fatais, contra 143 no ano passado.


Trechos de perímetros urbanos são mais perigosos para os motoristas
Flávio Pereira/Meon
As estradas que cortam as cidades da RMVale registraram aumento de 27,7% nos acidentes com mortes de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com relatório da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), foram contabilizados 182 acidentes fatais, contra 143 no ano passado.
As principais rodovias que cortam a região são a via Dutra, Oswaldo Cruz (SP 150), Rodovia dos Tamoios (SP-99) , Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), Carvalho Pinto (SP-70) Rodovia Monteiro Lobato (SP-50) e a Rio-Santos (BR 101).
Para o engenheiro especialista em tráfego, Ronaldo Garcia, o aumento no número de mortes no trânsito está relacionado ao aumento da frota de veículos. Isso porque, de acordo com Garcia, nos últimos anos vem acontecendo investimentos nas principais estradas da região.
“O problema todo está mesmo em relação ao aumento da frota de veículos. Consequentemente, a tendência é que o número de acidentes aumente na mesma proporção. Mesmo assim, é um número representativo é que precisa ser levado em consideração”, explica.
Para o especialista, o maior perigo nas estradas está na intersecção com perímetros urbanos. É nesse momento, de acordo com Garcia, que o acúmulo de tráfego torna a viagem mais sujeita aos acidentes. O risco de engavetamento aumenta e a desatenção dos motoristas pode ser fatal.
“São os trechos que exigem tanto mais atenção dos motoristas e mais fiscalização por parte da Polícia Rodoviária. Entretanto, atualmente temos visto um empenho maior com relação à melhoria das rodovias e controle de bebidas alcoólicas”, afirma.
Fisioterapia
O aumento nos acidentes reflete também no número de pacientes que buscam a reabilitação em clínicas de fisioterapia das cidades da RMVale. No Centro de Reabilitação do Policlin, por exemplo, a fisioterapeuta Tanise Tadini afirma que grande parte dos pacientes é proveniente de acidentes de trânsito.
“Normalmente esses pacientes vêm para se recuperar de fraturas e até algumas lesões nervosas. A maioria tem sequelas e alguns ficam em tratamento por mais de dois anos”, comenta.
Educação
Para combater a violência do trânsito, empresas e poder público vêm investindo na educação. Enquanto a Prefeitura de São José dos Campos intensificou as blitz educacionais após a semana do trânsito, comemorada entre os dias 18 e 25 de setembro, empresas como a Johnson & Johnson criam programas para educar motoristas e futuros condutores.
Nesta quinta-feira (25), a Johnson recebe alunos da escola municipal Professora Sebastiana Cobra, do Jardim das Indústrias, em São José. A iniciativa faz parte da programação da empresa da Semana Nacional do Trânsito.
Um total de 35 alunos entre 7 e 9 anos de idade vão participar de palestras educativas e fazer um tour pelas fábricas, conhecendo o sistema de trânsito interno da empresa.
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