Agentes penitenciários tentam vender sangue de cães de guarda para veterinários em Tremembé
O objetivo seria levantar fundos para a manutenção do próprio canil


Penitenciária 1 Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra
Reprodução /GoogleStreetView
A Secretaria de Segurança Pública (SAP) confirmou a denúncia de que houve uma tentativa de comercialização de sangue dos cães da Penitenciária 1 Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra de Tremembé. O sangue dos animais estaria sendo vendido para a manutenção do canil.
Funcionários da penitenciária teriam entrado em contato com algumas clínicas veterinárias para oferecer doação de sangue em troca de recursos financeiros. Na negociação, os funcionários alegaram que estariam passando por dificuldades orçamentárias no tratamento dos cães.
A SAP confirmou que uma negociação estava em andamento, mas não foi concluída. Disse ainda que quando tomou ciência da iniciativa de funcionários de entrar em contato para doação supostamente em troca de recursos financeiros, imediatamente determinou o encerramento das tratativas e abriu uma apuração preliminar, ainda em andamento.
Para Fabio Cesar Ferreira, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifupesp), o sistema prisional brasileiro tem um déficit generalizado. “Não é só o canil que precisa de recurso, mas todo o sistema penitenciário. Vai faltar sempre recurso pra alguma coisa”, afirma.
Fabio destaca que os servidores devem procurar o sindicato em qualquer situação de dificuldade, pois assim estão amparados pela categoria. “O sindicato é a casa do servidor. Se tiver que fazer denúncia, buscar apoio jurídico, ou qualquer está sempre a disposição”, conclui.
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