Alérgicos ao látex precisam de salas especiais nos hospitais

Irritações na boca após encher uma bexiga ou pele avermelhada depois de usar uma luva cirúrgica podem ser indícios de alergia ao látex. Se no dia-a-dia a enfermidade não oferece grandes riscos à saúde, a história é outra quando trata-se de um ambiente hospitalar.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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O Hospital Santos Dumont desenvolveu um protocolo de atendimento que inclui triagem diferenciada e equipamentos sem látex para os alérgicos ao produto nos leitos em São José dos Campos. Para o atendimento, as salas chegam a ficar isoladas durante duas horas para eliminar as partículas do material que ainda possam estar no ambiente. As reações ao produto vão desde simples irritações na pele, ao encher uma bola de bexiga, por exemplo, a complicações graves de um paciente em ambiente hospitalar.

Reações ao látex podem levar a sérias complicações

Segundo a administração do Santos Dumont, os quartos de hospitais são propícios para objetos que contenham o látex. É o caso das luvas cirúrgicas e também de outros aparelhos que fazem parte do ambiente. Para evitar complicações, que podem chegar a paradas respiratórias e cardíacas, é preciso que o hospital adote um procedimento especial para o alérgico.

“Há uma sala operatória e setores de internação totalmente isentos de látex. Toda infraestrutura do ambiente, desde os equipamentos até materiais de uso do corpo clínico, são padronizados para este tipo de atendimento”, comenta a administradora do local, Juliana Franco.

O grupo de risco ao látex conta com profissionais da área de saúde e outros funcionários que se expõe a trabalhos que requerem o uso de luvas feitas do material. Também se enquadram àqueles que foram submetidos a muitos procedimentos médicos e cirúrgicos, tendo sido repetidamente expostos. A alergia a determinadas frutas, como banana, abacate e kiwi também pode significar uma alergia ao produto. Esses alimentos contém algumas proteínas alergênicas.

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