Alunos do ITA criam luva que traduz sinais em mensagens de voz
A comunicação para quem é mudo está a um passo de derrubar grandes barreiras. Alunos dos cursos engenharia do ITA (Instituto Tecnológico Aeroespacial) desenvolveram uma luva que é capaz de traduzir os movimentos da comunicação por sinais em mensagens de áudio.


Alunos do ITA com a luva que traduz linguagem de sinais em sons
Luis Gonçalinho/Arquivo Pessoal
A comunicação para quem é mudo está a um passo de derrubar grandes barreiras. Alunos dos cursos engenharia do ITA (Instituto Tecnológico Aeroespacial) desenvolveram uma luva que é capaz de traduzir os movimentos em som.
O objetivo do projeto é ajudar surdos-mudos a se comunicarem melhor com o mundo ao seu redor. No sistema desenvolvido pelos futuros engenheiros, a luva deve ser vestida pelo usuário e fica conectada por fios em um computador.
A cada movimento, um software interpreta a frase ou palavra, de acordo com o sistema de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e emite um som correspondente, ou seja, começa a falar exatamente o que os gestos querem dizer.
O aluno de Engenharia Aeronáutica, Luis Fernando Gonçalinho, 20 anos, conta que para desenvolver o projeto o grupo de 7 estudantes teve aulas de libras por meio de vídeos na internet e pesquisou por mais de quatro meses. Depois do sucesso da invenção, os estudantes pensam em aprimorar o equipamento para que possa ser adequado as necessidades diárias dos usuários.
“Procuramos algo que reuniu tecnologia e problema social. Achamos algo que era inovador. E por incrível que pareça não conhecemos ninguém que tem o problema. Na verdade foi inspirado no filme, Minority Report, onde o Tom Cruise usa uma luva para comandar um computador. Disso evoluiu para a luva que ajuda aos surdos-mudos”, explica Gonçalinho.
Exposição
Tamanho o sucesso da projeto, que a luva, batizada de Quiros (Luva em grego), se destacou na feira Indústria do Futuro, parceria do ITA com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), realizada em Belo Horizonte. Além da feira, o grupo também já foi procurado por diversas instituições de assistência à pessoa com deficiência.
“Estamos com o apoio do Senai que nos convidou para participar da feira e agora vai nos ajudar com o grupo de pesquisa e nosso plano de negócios. A ideia é terminar o protótipo com ajuda do usuário, que é quem pode nos mostrar como fazer a luva funcionar de acordo com as necessidades reais”, afirma Gonçalinho.
A Quiros ainda é apenas um protótipo, sem modelos ainda para venda e será aprimorada pelos estudantes do ITA. “Queremos colocar no mercado sim, mas vamos nos estruturar antes e concluir o projeto”, conclui o estudante.
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