Alunos e professores criam mão biônica e farão testes em São José

Desenvolvimento do projeto foi feito nos laboratórios da universidade

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Alunos e professores realizaram pesquisas por dois anos

Divulgação/Univap

Uma mão biônica mais leve e mais em conta. Alunos e professores da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) realizaram pesquisas por dois anos para confeccionar uma mão biônica em impressora 3D, em São José dos Campos. A proposta é ofertar um produto mais barato no mercado. Atualmente, uma mão biônica custa entre R$ 80 e R$ 150 mil.

Toda a elaboração do projeto foi feita nos laboratórios da universidade, envolvendo dois professores, programador e dois alunos. Com a produção ‘nacional’, o produto desenvolvido custou cerca de R$ 500.

Ligações
Para o funcionamento, um microcomputador funciona como conexão entre as ligações nervosas que foram perdidas com a amputação, ou que são ausentes, nos casos congênitos.

Segundo o prof. Dr. Mário Oliveira Lima, doutor em Engenharia Biomédica e coordenador do curso de Fisioterapia, antes do recebimento da prótese a pessoa passa por um mapeamento.

“Antes que o paciente receba a prótese, os alunos e professores do curso de Fisioterapia da Univap farão o mapeamento do sistema nervoso periférico do braço que irá receber o aparelho, por meio da eletromiografia. Esse procedimento é feito com eletrodos e posteriormente irão treinar essa prótese já implantada em um exoesqueleto,” explicou o professor ao Meon.

Após receber a prótese, o microcomputador faz o armazenamento dos dados. De acordo com o professor de Robótica, Alessandro Correa Mendes, é possível projetar as próteses no tamanho adequado dos pacientes.

“O microcomputador funciona como uma extensão das ligações nervosas que foram perdidas com a amputação, ou que são ausentes, nos casos congênitos. Todo o design e sistema eletrônico foram desenvolvidos por nós na Faculdade de Engenharia e Arquitetura e pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap. Por isso, será possível personalizar as próteses por tamanho, inclusive ajustando os movimentos para a potência muscular específica de cada pessoa”, contou Mendes.

Testes
Os pesquisadores agora também tentam apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para a oferta de bolsas. Paralelo a isso, o projeto entra na fase de testes para que as pessoas possam se inscrever.

“É importante salientar que as pessoas que necessitam de uma prótese passaram por um grande trauma e merecem receber os bons resultados de estudos como esse, em que sua condição motora é restabelecida. Em outra ocasião criamos os drones que monitoram áreas de queimadas e desmatamentos, por exemplo. Agora estamos sonhando junto com as pessoas, que querem ter uma vida normal com uma mão de movimentos muito similares aos da mão humana. Para nós, a formação dos alunos, dos futuros cientistas e inventores precisa desde já unir ciência e educação em prol da sociedade”, acrescentou Mendes.

Como inscrever
Os interessados devem fazer inscrição pelo telefone da Clínica de Fisioterapia da Univap, por meio de telefone (12) 3947-1086,
de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h30, ou presencialmente na av. Shishima Hifumi, 2911, Urbanova – São José dos Campos. Será feita uma triagem pelos grupos de Robótica e Engenharia de Reabilitação Sensório Motora.

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Microcomputador faz o armazenamento dos dados

Divulgação/Univap

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