Ambulantes podem voltar a praça João Mendes em São José dos Campos

“Não fazemos questão de voltar para a praça, o que a gente quer é um local digno, com melhores condições de trabalho e que tenha fluxo de pessoas”, disse o ambulante Joelson Vieira de 53 anos. A saída dos ambulantes do camelódromo e a volta para a praça João Mendes, na região central de São […]

Escrito por: Beatriz Scotti2 min de leitura
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“Não fazemos questão de voltar para a praça, o que a gente quer é um local digno, com melhores condições de trabalho e que tenha fluxo de pessoas”, disse o ambulante Joelson Vieira de 53 anos.

A saída dos ambulantes do camelódromo e a volta para a praça João Mendes, na região central de São José dos Campos, é um assunto que tem chamado atenção dos moradores a cidade. Há dois anos a prefeitura tirou todos os comerciantes do local e os distribuiu em camelódromos. Agora, o vendedores querem sair de onde estão. O motivo, a falta de infra-estrutura e clientes.

Joelson Vieira arruma a mercadoria

(Warley Leite/Meon)

“A venda caiu de 70 a 80%, na verdade quase não tem venda, as pessoas não  entram aqui. Pode olhar, dos 42 boxes só tem uns 15 abertos, o resto tudo teve que fechar”, contou o vendedor Joelson Vieira, 53 anos.

Com a indignação pela queda nas vendas, os trabalhadores procuraram a Defensoria Pública e entraram com um pedido para retornarem aos antigos postos de trabalho.

A retirada dos ambulantes das ruas e a construção dos centros de compras fazem parte de um plano da prefeitura para revitalizar o centro da cidade. Na época, a justificativa para a medida era a desobstrução das calçadas.

Os comerciantes dizem que não são contra a revitalização da praça, mas que eles precisam de um local de trabalho, em que consigam tirar o sustento.

“Nós não somos contra o plano da prefeitura, nem a retirada dos ambulantes das calçadas, mas eles precisam ser realocados em algum local que viabilize o sustento deles”, afirmou o defensor público Jairo Salvador.

“Aqui não são só 42 boxes, são 42 famílias que precisam de sustento, e tem família aqui que tem mais de 15 pessoas. Aí a gente vai voltar para a praça ou não, quem vai definir é o juiz, o que a gente quer é um local de trabalho”, afirmou Vieira.

O resultado da ação depende da leitura do  projeto pelo promotor, que depois será encaminhado para o juiz, que vai definir a ação. Apesar de não ter um prazo definido para acontecer, Salvador disse acreditar que o parecer a respeito do caso não deve demorar.

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