Animais domésticos também podem ser contaminados com febre maculosa, diz especialista
Em São José dos Campos, 4 pessoas morreram em decorrência da doença


A manifestação da doença no organismo dos cães é diferente como o que ocorre com os seres humanos
Divulgação/PMSJC
Os moradores de São José dos Campos devem ficar atentos quanto à febre maculosa. A doença pode ser passada também aos animais domésticos, como os cachorros. Até o momento, cidade tem a confirmação da morte de quatro pessoas pela doença, sendo que um dos casos, pode ter sido contraído no Parque da Cidade.
Normalmente, a febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos-estrela que contraem a bactéria de outros hospedeiros, como capivaras e animais silvestres em geral.
De acordo com o médico veterinário Mario Sergio Augusto Junior, quando o animal doméstico pega carrapato é mais difícil de retirar o parasita, e a doença permanece por um período incubado no animal até começar a surgir os sintomas.
“Cães podem pegar o carrapato infectado na rua e emparques e por isso é importante que o cachorro esteja protegido. Existem coleiras, remédios e protetores que fazem essa função. Hoje, o mercado já dispõe também de exames que detectam rapidamente se o animal está infectado. São testes rápido de sangue, que levam de 10 a 12 minutos”, explica Mario Sergio.
Para se ter uma ideia, estima-se que uma pulga, por exemplo, pode picar mais de 100 vezes o animal em apenas um dia. 72 parasitas desse tipo podem consumir 1 ml do sangue de um cão por dia.
Contaminação x Ser humano
De acordo com a secretaria de saúde de São José, nos seres humanos a transmissão acontece quando o carrapato infectado fica aderido ao corpo da pessoa por um período de, no mínimo, 4 horas.
A febre maculosa, que não é prevalente na região, apresenta quadro clínico semelhante a outras doenças virais e bacterianas, como leptospirose, febre amarela e dengue. Os sintomas são: febre alta, dor de cabeça, calafrios, dores no corpo e manchas avermelhadas, deve procurar um médico e mencionar que esteve em uma área natural. Os indícos de infecção podem aparecer a partir do 2º até o 14º dia após a exposição.
Parque da Cidade
A orientação da Prefeitura é que os visitantes evitem sentar diretamente no gramado, utilizem roupas claras, meias e calçados fechados -quando estiverem no local-. As roupas e o corpo devem ser verificados a cada três horas.
O Parque da Cidade Roberto Burle Marx compreende uma área natural próxima às margens do rio Paraíba do Sul, habitada ou visitada por diversas espécies de animais silvestres e propícia à ocorrência de parasitas, como os carrapatos.
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