Apenas 180 funcionários são contratados após nova empresa assumir coleta de lixo em S. Sebastião
Ecopav demitiu mais de 200 funcionários; categoria segue sem receber direitos trabalhistas


Até o momento 180 funcionários foram contratados; mais de 200 pessoas foram demitidas pela Ecopav
Divulgação/PMS
A Marquise Soluções Ambientais admitiu apenas 180 funcionários que estavam desempregados após a demissão em massa realizada pelo Ecopav, empresa que teve o contrato rescindido pela Prefeitura.
Apesar da decisão da Justiça, que suspende os efeitos do cancelamento do contrato entre a empresa e a gestão municipal, os mais de 200 funcionários que perderam seus empregos permanecem ser receber.
De acordo com o Sindeturh (Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de São José dos campos), que responde também pelos trabalhadores do litoral norte, a categoria trabalha para garantir os direitos da classe. “Já entramos na Justiça com uma medida cautelar pedindo o bloqueio de bens da empresa, como o impedimento da venda de sua sede. Agora estamos buscando meios para que os funcionários recebam seus direitos. Para isso iremos trabalhar em ações individuais de cada funcionário”, declarou o advogado do Sindeturh, Alexandre Bettini.
Por meio de nota, a Marquise Soluções Ambientais informou que 180 pessoas foram contratadas e parte dessas admissões é referente aos funcionários que foram demitidos pela Ecopav. No município, a Marquise Soluções realiza apenas a coleta de lixo. A empresa disse ainda que não há previsão para abertura de novas vagas.
Segundo o prefeito de São Sebastião Felipe Augusto (PSDB) a empresa foi notificada mais de 20 vezes por irregularidades na oferta do serviço na cidade. “A Ecopav foi notificada 26 vezes pela irregularidade na relação do serviço na cidade. Ao longo de um ano e nove meses, a empresa apresentava péssimos índices na coleta de lixo. Notificamos a Ecopav do cancelamento do contrato e fizemos os procedimentos normais”, ressaltou ele.
O chefe do executivo disse ainda que empresa teve o contrato cancelado porque já fazia paralisações, deixou de recolher FGTS e não pagava os funcionários há um tempo. “A partir desse momento, descobrimos que a empresa estava com um problema trabalhista gigantesco, inclusive sob auditoria do Ministério do Trabalho por não recolher os impostos e cumprir as obrigações trabalhistas”.
O advogado do Sindeturh, Alexandre Bettini, contesta a medida tomada pela Prefeitura. “A Prefeitura deveria ter reunido os funcionários, junto ao sindicato, e informado sobre a decisão e os impactos que isso causaria”, destacou.
De acordo com o prefeito Felipe Augusto, o contrato com a Ecopav era no valor de R$ 3,8 milhões por mês, sendo que o montante foi reduzido a R$ 1,5 milhão sem prejuízos ao serviço.
A Ecopav foi procurada pelo Meon, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.
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