‘Apenas quatro promessas foram concluídas’, diz Pollyana Gama
Vereadora de Taubaté fala sobre projetos e de possível candidatura


Vereadora de Taubaté fala sobre projetos na cidade
Divulgação
No Política: Fala Aí desta terça-feira (18), a entrevistada é a vereadora Pollyana Gama (PPS). Em entrevista ao Meon, a vereadora, que está em seu 3º mandato, afirma que é preciso mudanças na administração do executivo, em Taubaté.
Para ela, a atuação do Legislativo também fica limitada por causa da falta de fiscalização da prefeitura para colocar em prática os projetos aprovados. “Temos apresentado sugestões com o objetivo de colaborar com a cidade. Porém, muitos dos projetos que se tornam lei acabam não sendo colocados em prática por falta de fiscalização”, diz durante a entrevista.
A parlamentar também é ‘vista’ como um dos principais nomes para a corrida eleitoral no próximo ano. Confira abaixo a entrevista com a vereadora, em que ela destaca alguns dos projetos apresentados na Câmara.
Como avalia o atual governo municipal? Na sua opinião, o governo está cumprindo com o prometido?
O atual governo registra feitos, mas não na proporção do que propôs durante a campanha. Prova disso é que das 53 promessas de sua campanha, apenas quatro foram concluídas. Infelizmente, fica para a população, mais uma vez, o sentimento de frustração.
Quais os seus principais projetos, que viraram lei, na cidade? Com a sua experiência na área da Educação, qual o raio-x que faz atualmente?
Em termos de legislação, temos uma produção legislativa satisfatória. Nós, vereadores, temos limitações quanto a propostas que não gerem custos ao município. No entanto, temos apresentado sugestões com o objetivo de colaborar com a cidade. Porém, muitos dos projetos que se tornam lei acabam não sendo colocados em prática por falta de fiscalização do Poder Executivo.
Das nossas proposituras do primeiro mandato, destaco o período de seis meses de licença gestante para aleitamento materno às servidoras estatutárias como também a condução dos estudos do estatuto do magistério. No segundo mandato, podemos destacar o decreto que institui o Diálogo Inter-religioso. Das mais recentes, cito a proibição do uso de materiais compostos por amianto na construção civil em Taubaté, o que determina que todos os prédios públicos tornem acessível os números da ouvidoria do município e o que determina o aproveitamento de 75% por alunos beneficiados por bolsas do Sistema Municipal de Bolsas de Estudos. Este último, em parceria com os vereadores Douglas Carbonne e Luizinho da Farmácia.
Quanto à Educação, é preciso reconhecer os avanços: melhora na merenda, nas estruturas físicas de algumas unidades que passaram por reformas, aquisição de molibiários etc. A expansão do ensino de período integral também é necessária e apoiada por todos nós, cidadãos. Contudo, ainda insisto para que avancemos no aprimoramento gradativo do ensino integral principalmente quanto a estruturas das escolas e valorização de seus profissionais. No que se refere a estruturas, não podemos permitir que os alunos tenham seu horário de descanso em colchonetes menores que seu corpo e que fiquem avolumados em quadras ou em espaços fechados sem ventilação. É preciso criar salas, equipá-las de acordo com as atividades propostas.
Sobre uma possível candidatura para o próximo ano, como avalia? Acredita que a polarização PTxPSDB possa ser quebrada?
Primeiramente, ouço a população para conduzir minhas ações e trabalho. Meu partido, o PPS, definiu a participação nas próximas eleições com candidatura própria e há um consenso para que eu seja pré-candidata à prefeitura.
A avaliação que faço é positiva, pois o incentivo das pessoas, de certa forma, revela que elas nos acompanham, conhecem nosso trabalho e querem avanços reais para a cidade. A polarização será outra em 2016. A população já revela isso.
Como avalia um dos mais polêmicos projetos votados na Câmara, o empréstimo do CAF? Na atual crise financeira, o empréstimo milionário pode deixar os cofres da prefeitura ainda mais sem dinheiro?
Investir é necessário. Buscar empréstimos para se antecipar receitas e, assim, fazer investimentos necessários no município é uma prática necessária, principalmente quando se tem a capacidade de investimento do nosso orçamento reduzida. No caso desse empréstimo, as taxas de juros propostas são vantajosas e menores que bancos nacionais.
O ponto que precisa ficar claro é que a Câmara Municipal teve apenas o papel autorizativo, isto é, autorizou o prefeito a pleitear esses recursos. Contudo, quem dará o aval será a União, por meio do Senado e da Secretaria do Tesouro Nacional. Isso porque como avalista, a União analisará a saúde financeira do município, de modo a não prejudicar futuramente o acesso a repasses federais.
Por outro lado, eu avalio que paralelo aos recursos é preciso planejamento, saber onde vai se investir esse dinheiro. Por isso, questionei o Poder Executivo sobre as alças de acesso, viadutos e detalhamento da aplicação dos recursos desse empréstimo.
O prefeito não gostou e, inclusive, solicitou que sua base negasse que eu continuasse a dar o parecer sobre o empréstimo. Fiz o meu trabalho: zelar pela população. Depois, a própria base levou mais de um mês para concluir os seus estudos. Os vereadores da nova comissão viram que não era tão simples. Se hoje temos uma relação do que será feito, foi a partir das minhas insistências que depois foram reforçadas por mais vereadores.
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