Após 24 horas de rebelião, 6 reféns permanecem com presos em Taubaté
Oito religiosos teriam sido liberados em troca de comida e água


A rebelião no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté já dura mais de 24 horas e segue com seis reféns em poder dos presos amotinados. Os detentos se rebelaram às 15h de quarta-feira (8), quando renderam 14 pessoas, destruíram celas e atearam fogo em colchões e madeira.
Oito reféns foram liberados entre as 18h de quarta e às 14h45 desta quinta-feira (9). A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) não informou quais foram as condições impostas pelos rebelados para liberação dos religiosos.
O Meon apurou que a liberação teria sido negociada em troca de água e comida. O fornecimento de energia elétrica e água ao presídio foi suspenso logo após o incío da rebelião.
Por volta das 16h desta quinta-feira, não havia mais sinais de fumaça saindo do presídio –porém, informações de fontes não oficiais indicam que o CDP foi totalmente destruído. Também nesta quinta-feira, uma comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de Taubaté, esteve no local, mas foi barrada na entrada do centro.
Os religiosos rendidos são ligados às igrejas ‘Assembleia de Deus’, ‘Cristo é Luz é Vida’ e ‘Capelania de Taubaté’.
A dona de casa Benedita da Silva Ferraz, da Assembleia de Deus, foi a primeira refém liberada, às 18h de quarta-feira. Em entrevista concedida logo após deixar o CDP, a dona e casa disse que a rebelião começou no raio 7 e logo se espalhou pelo presídio.
Ela disse também que um dos agentes penitenciários foi agredido e teria sofrido ferimentos graves, já os reféns estavam sendo mantidos em segurança. Segundo Benedita, os presos reivindicam melhores condições dentro do CDP (leia entrevista abaixo).
A SAP não confirma as informações nem revela quais são as reivindicações dos detentos. O CDP abriga 1.520 detentos –cerca de 80% acima de sua capacidade, que é de 844 presos.
Desde as 16h de quarta-feira, membros da Justiça mantêm negociações com os líderes da rebelião. Diversas equipes da Polícia Militar, inclusive a Tropa de Choque de São Paulo e do Baep (Batalhão de Ações Especiais), estão em frente ao presídio.
A rodovia Amador Bueno da Veiga, no bairro Gurilândia, foi totalmente interditada na altura do número 5.000, onde fica o CDP.
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