Após alvará de soltura, Elcinho quer de volta vaga na Câmara de Aparecida
Caso haja restrições no alvará de soltura, parlamentar poderá entrar com liminar


Vereador Élcio Ribeiro na tribuna da Câmara antes de ser preso
Arquivo/Jornal Atos
Com a liberdade provisória decretada aos réus do processo que investiga irregularidades administrativas na Feira Livre de Aparecida, o vereador Élcio Ribeiro Pinto (DEM) poderá requerer sua cadeira na Câmara de vereadores. De acordo com o regimento interno da Casa, ele continua como vereador, mas foi afastado de suas funções desde que foi preso em junho desse ano.
Para seu lugar, o parlamento instituiu que a cadeira fosse colocada a disposição do suplente Paulo Lopez Guimarães (DEM), que ocupa o cargo desde então. De acordo com o advogado, José Dimas, como o parlamentar não foi cassado pela Casa, ele poderá voltar a atuar desde que seu alvará de soltura não tenha restrições quanto à ocupação de cargos públicos.
Dimas explicou ainda que mesmo que haja tal restrição, caberá a Elcinho entrar com um pedido na justiça para que ela seja revogada e ele possa assumir o cargo. “Por exemplo, se houver restrições no alvará, ele deverá buscar uma liminar no Tribunal de Justiça em São Paulo. Agora caberá a Câmara decidir se ele volta ou não, mesmo com a liminar permitindo que possa atuar em cargo público”, explicou.
Prefeitura
Em nota oficial, o Executivo informou que “a respeito do alvará de soltura dos investigados na Operação Leviatã, a Prefeitura de Aparecida esclarece que não recebeu comunicado oficial da Justiça reintegrando ao cargo os servidores investigados. Dessa maneira, todos eles continuam afastados de suas funções até a conclusão do processo judicial”.
Operação
Em uma força-tarefa da Polícia Civil, realizada em junho, foram cumpridos mandados de prisão contra o grupo acusado de controlar e vender irregularmente pontos de bancas na feira.
A operação contou com a participação de 40 policiais e delegados de Guaratinguetá, Aparecida, Lorena e Piquete. Os mandados de prisão foram liberados pela Justiça depois que Ministério Público investigou o grupo, que é acusado de peculato e desvio de dinheiro público.
A investigação culminou na prisão do vereador Élcio Ribeiro Pinto (DEM), do secretário municipal de Fiscalização João Luiz Mota, de três servidores municipais e dois homens que atuariam como agenciadores. Todos os acusados foram soltos na última segunda-feira (15), por determinação da Justiça. Um dos suspeitos de participar do esquema, o fiscal Ecélsio Diniz Fernandes, morreu após passar mal na penitenciária de Potim.
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