Após atrasos, prefeitura ‘devolve’ distribuição de alto custo ao Estado

Em São José, distribuição será realizada na UES até 4 de janeiro de 2016

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Atendimento na ‘Farmácia Cidadã’, na UES de São José

Antonio Basilio/PMSJC

A distribuição dos medicamentos de alto custo, que é realizada pela Prefeitura de São José, está com os dias contados na cidade. O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, encaminhou documento à secretaria estadual comunicando que a administração não fará mais a distribuição de medicamentos do Estado, na UES (Unidade de Especialidades em Saúde).

De acordo com a prefeitura, o fornecimento dos remédios é de responsabilidade do Estado e a administração realiza apenas o repasse dos medicamentos aos pacientes. A justificativa da administração é em relação aos constantes atrasos e à falta dos remédios.

Entre eles, o leite Neocate, prescrito para crianças com alergia e/ou intolerância ao leite de vaca. Com a decisão, o Estado será responsável pelo serviço a partir de 4 de janeiro de 2016.

Histórico
Em outubro, a administração já tinha alertado o governo estadual sobre a possível ruptura. Na época, a secretaria estadual  não teria enviado 43 tipos de medicamentos, o que prejudicou três mil pacientes. Segundo a prefeitura, o fato ocorreu nos meses seguintes e motivou o rompimento.

“A Secretaria Municipal de Saúde faz a dispensação, em colaboração com o Estado, há anos. Inclusive destacando servidores do nosso quadro de funcionários para este trabalho. No entanto, a situação vem se complicando há meses e atingiu seu ápice. Por isso, tomamos essa decisão”, disse Roitberg.

Outro lado
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece “que não recebeu ofício da Prefeitura de São José dos Campos sobre a intenção de abandonar a entrega dos medicamentos de alto custo, acordo firmado entre a pasta e o município há anos”.

“A Secretaria está aberta ao diálogo e espera que a administração municipal não prejudique os pacientes de São José dos Campos com essa decisão.  O SUS distribui mil tipos de medicamentos em diversas apresentações. Desabastecimentos temporários são exceção à regra e podem ocorrer por fatores externos, como aumentos inesperados de demanda, atrasos por parte do fornecedor, problemas logísticos, escassez de matéria-prima ou licitações que fracassam por ausência de interessados em vender o produto”, completa a nota.

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