Após confusão com PM, Eaton demite sindicalista em São José dos Campos

Sindicato promete protestos na porta da fábrica na quinta-feira (5)

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região promete uma manifestação nesta quinta-feira (5)  nos portões da Eaton em represália à demissão de um funcionário, e o afastamento de outros dois, após a confusão envolvendo o sindicato e a Polícia Militar nas dependências da empresas no dia 29 de setembro. O ato está marcado para às 5h, durante a mudança de turno da fábrica.

À época, houve uma briga generalizada entre PMs e integrantes do sindicato durante assembleia para a campanha salarial da categoria. O presidente da categoria, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, chegou a ser imobilizado e algemado pelos policiais.

Mais de um mês após a confusão, o incidente transformou-se em um jogo de empurra entre sindicato e a direção da empresa. Os sindicalistas defendem o direito à greve e acusam a empresa de criminalização dos movimentos sindicais.  Já a Eaton afirma que representantes da categoria agiram de forma truculenta, impedindo a entrada de funcionários e depredando veículos.

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Carro depredado durante o confronto

Divulgação/Eaton

“É claramente um retrocesso a forma como uma manifestação sindical foi tratada pela PM a mando da direção da fábrica. Nós repudiamos essa postura da empresa, que é de desprezo e repressão”, explica o secretário geral do Sindicato, Renato Almeida.

Almeida mantém a posição adotada pelo sindicato de que quem começou a confusão foi a Polícia Militar e que as acusações feitas pela empresa não fazem parte da conduta dos representantes da categoria.

“Para termos uma ideia, entre as 1.300 empresas da região que a gente representa, a única onde tivemos problema foi a Eaton.”, explica.

Outro lado
Para a empresa, entretanto, o discurso é contrário. Em nota divulgada nesta quarta-feira (4), a Eaton afirma que a manifestação sindical realizada no dia 29 resultou em “invasão de propriedade com atitudes de agressão física e danificação ao patrimônio”.

A empresa cita um abuso do direito de greve para condenar as ações do sindicato. A multinacional também informou que oito colaboradores da empresa fizeram um Boletim de Ocorrência  com queixa de violência física e ao patrimônio, já que o carro de um funcionário teria sido depredado por um dos sindicalistas.

Ainda por meio da nota, a empresa afirma que os afastamentos e a demissão foram atribuídos à “atos de brutalidade e ameaça” realizados pelos funcionários durante a manifestação. A empresa também realizará um inquérito para apurar o que chamou de “faltas graves referentes à agressões físicas contra terceiros no âmbito do estabelecimento empresarial”.

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