Após ‘mega concurso’, Câmara de S.José prepara novo processo

Câmara vai avaliar as necessidades dos setores para apontar a quantia de vagas

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Câmara vai avaliar as necessidades dos setores para apontar a quantia de vagas

Divulgação/CMSJC

Depois de cinco anos das polêmicas do concurso público cancelado na gestão de presidente do ex-vereador Alexandre da Farmácia (PP), o atual presidente da Câmara de São José dos Campos, Shakespeare Carvalho (PRB), promete a realização de um novo processo seletivo.

Ao longo dos últimos anos, o Legislativo realizou concursos apenas para o preenchimento de vagas pontuais, como as de designer gráfico, técnico de informática, assessor de imprensa, repórter de TV, advogado e analista de sistemas, que foram inseridos na equipe da TV Câmara.

O concurso de 2009 tinha aberto 33 cargos de carreira e atraiu mais de 18.500 candidatos na época. O cancelamento do concurso foi marcado por denúncias de recebimento de taxas de inscrição fora do prazo, direcionamento das vagas e vazamento de questões. Em 2013, a prefeitura assumiu o ônus de ressarcir os candidatos, com verba de R$ 1 milhão, valor cobrado da FIP (Fundação Ibirapuera de Pesquisa), responsável pelo concurso.

Shakespeare afirma o Legislativo vai analisar nos seis primeiros meses a atual situação da Câmara. Após a confecção de um relatório que vai apontar as necessidades dos setores é que a comissão vai saber o número de vagas e cargos.

Inchaço
A abertura do concurso público também vem a atender a uma recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e solicitações do MP (Ministério Público), que apontaram o desequilíbrio no número de profissionais comissionados para efetivos. Hoje, 259  funcionários são comissionados e 82 efetivados. Em 2012, 229 eram comissionados e 78 servidores efetivados.

“Estamos preocupados com a atual situação, mas vamos realizar o estudo e fazer a nossa parte. Vamos fazer esse levantamento no primeiro semestre de 2015 e analisar o quadro de funcionários”, afirma o presidente do Legislativo.

“Também queremos demonstrar que não é apenas demitir, é preciso cautela e é isso que vamos demonstrar ao TCE”.

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