Após suspeitas de fraude, Faculdade de Cruzeiro tenta novos cursos

Após dois anos do escândalo na operação Porto Seguro envolvendo a Facic (Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro), em Cruzeiro, e a sua mantedora Educa (Associação Educacional e Cultural Nossa Senhora de Aparecida), a instituição pretende solicitar a abertura de novos cursos para o campus.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Fachada da Faculdade de Ciências Humanas em Cruzeiro

Reprodução/PortalFacic

Após dois anos do escândalo da Operação Porto Seguro envolvendo a Facic (Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro), em Cruzeiro, e a mantenedora Educa (Associação Educacional e Cultural Nossa Senhora de Aparecida), a instituição de ensino pretende solicitar a abertura de novos cursos para o campus.

Segundo apuração do Meon, Medicina seria um dos cursos que a faculdade vem tentando liberação junto ao MEC (Ministério da Educação).

A Facic é ligada ao ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), Paulo Vieira, que junto da sua mulher, Andreia Cristina de Mendonça Vieira, é investigado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência de funcionários públicos.

Na época da operação, o TJ (Tribunal de Justiça) determinou o bloqueio das contas dos envolvidos e também da faculdade. Segundo relatório da PF (Polícia Federal), Vieira usava servidores para obter vantagens por meio de contratos com empresários. Com o dinheiro oriundo da ação, Vieira também comprou um imóvel em nome da Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro, em Brasília.

Procurada pela reportagem do Meon, a Facic informou que não pretende se manifestar sobre o assunto, mas não descartou a intenção de obter novos cursos para os próximos semestres. Atualmente, a faculdade oferece cursos nas áreas de engenharia de produção, administração, pedagogia, direito e ciências contábeis.

Outro lado
Em nota ao Meon,  o Ministério da Educação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a faculdade está com os processos regulatórios suspensos desde 2012, por conta das investigações. O MEC também confirmou que solicitações de uma possível expansão e de novos cursos estão impedidos até o resultado do processo de investigação, que ainda está em andamento.

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