Após convênio, Santa Casa de Jacareí se torna referência em captação de órgãos para transplante
Um convênio firmado com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, transformou a Santa Casa de Jacareí em referência para a captação de órgãos para transplante. Com a parceria, o centro se credencia para participar do Programa de Captação de Órgãos do Estado de São Paulo.


Dois rins já foram transplantados
Reprodução/Google
Um convênio firmado com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, transformou a Santa Casa de Jacareí em referência para a captação de órgãos para transplante. Com a parceria, o centro se credencia para participar do Programa de Captação de Órgãos do Estado de São Paulo.
A Santa Casa agora conta com o suporte de uma comissão do Núcleo de Captação de Órgãos do Albert Einstein. A comissão faz parte de um projeto que também conta com a participação da Central de Transplante do Estado de São Paulo.
O superintendente da Santa Casa de Jacareí, Osvaldir Vieira, avalia o projeto como um grande avanço para o hospital. “A adesão é de extrema importância para o município devido ao elevado valor ético, social e humanitário contidos nessa nova empreitada”.
No último mês, duas pessoas já foram beneficiadas com a maior agilidade do hospital quando o assunto é doação de órgãos. Foram dois transplantes de rins, doados pela família de um homem de 55 anos, que teve morte cerebral decretada.
“A partir de agora a Santa Casa irá contribuir com a diminuição da fila dos que aguardam por um transplante. Ter oportunidade e condições para salvar uma vida é muito gratificante”, afirma o secretário de Saúde, Antônio de Paula Soares.
Panorama
Atualmente, a queda no número de transplantes realizados no início do ano no Brasil preocupa os especialistas. A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos demonstrou preocupação com relatório divulgado em abril deste ano, que aponta diminuição de 3% na taxa de doadores efetivos.
Em edital publicado no Registro Brasileiro de Transplantes, a associação afirma que a meta para este ano é de 15 doadores por mil pessoas e que as equipes devem dobrar esforços para alcançar esse número. Atualmente a melhor taxa do país está no Ceará, com 29,3 doadores por mil pessoas. Em São Paulo, a taxa é de 13,5, menor do que a meta para o país este ano.
De acordo com o Albert Einstein, hospital que firmou parceria com a Santa Casa de Jacareí, a fila de espera hoje no Brasil por um órgão ou um tecido tem mais de 60 mil pessoas, que podem aguardar até seis anos até chegar a sua vez.
Como uma só pessoa pode ajudar outras 14 que precisam de órgãos, o trabalho das equipes de capacitação de órgãos, como a que existe em Jacareí, é ainda mais importante para que esse quadro seja amenizado.
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