Após surto de sarna, CDP de Taubaté recebe Vigilância Epidemiológica
Após ser interditado parcialmente em março devido a um surto de sarna que atingiu mais de 85% dos detentos, o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté foi vistoriado por uma equipe da Vigilância Epidemiológica. O objetivo é checar quais as atuais condições de higiene da unidade prisional.


Falta d’água e superlotação são outros problemas na unidade
Divulgação
Após ser interditado parcialmente em março devido a um surto de sarna que atingiu mais de 85% dos detentos, o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté foi vistoriado por uma equipe da Vigilância Epidemiológica. O objetivo é checar quais as atuais condições de higiene da unidade prisional.
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), destacou que todas as medidas para brecar o avanço do surto foram tomadas. A secretaria afirma ainda que a doença alérgica está completamente controlada no CDP de Taubaté. O órgão se manifestou, por meio de nota, afirmando que, apesar de ainda sem o laudo, a Vigilância Epidemiológica vai confirmar o fim do surto.
“Representantes da Vigilância Epidemiológica visitaram pavilhões habitacionais da unidade, com o intuito de verificar se o surto do início do ano persistia. Ainda não há um laudo sobre a visita, porém, em conversa com a direção do CDP confirmaram que o surto de escabiose constatado no início do ano já não existe mais”.
Após detectado o surto, em maio, as medidas tomadas pela SAP foram o tratamento dos detentos que apresentavam os sintomas, distribuição de hipoclorito de sódio para a limpeza das celas e de sabonetes e loções à base de benzoato de benzila. De acordo com a secretaria, as ações foram suficientes para controlar a doença.
O laudo da Vigilância Epidemiológica vai ser analisado pela juíza Sueli Zeraik. A jurista vai decidir se a unidade prisional tem ou não condições de voltar a receber sua capacidade total de detentos. Com capacidade para 844 presos, o CDP já conta com uma população de 1.466 unidades.
Atendimento
Os detentos da unidade prisional devem começar a receber visitas de equipes médicas para o acompanhamento clínico. A Defensoria Pública de São Paulo cobra que a prefeitura disponibilize as equipes e já formalizaram o pedido na Justiça.
Antes da constatação do surto, o CDP de Taubaté também apresentou problemas com corte no abastecimento de água, o que agravou ainda mais o problema de higiene da unidade.
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