Arnaldo Jabor morre aos 81 anos
Segundo sua família, Arnaldo faleceu por conta de complicações de um AVC

Na madrugada desta terça-feira (15), morreu aos 81 anos o cineasta, jornalista e cronista Arnaldo Jabor. Ele estava na capital paulista, internado no Hospital Sírio-Libanês.
Segundo sua família, Arnaldo faleceu por conta de complicações de um AVC (acidente vascular cerebral) que havia sofrido no ano passado.
Jabor nasceu no dia 12 de dezembro de 1940, no Rio de Janeiro. Ele dirigiu o filme “Eu sei que vou te amar”, de 1986, que foi indicado à Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes.
Seu primeiro longa metragem foi o inovador documentário Opinião Pública (1967), uma espécie de mosaico sobre como o brasileiro olha sua própria realidade.
No início dos anos 70, com a repressão política e da censura, os cineastas procuravam caminhos metafóricos, alegóricos, para driblar a ação do governo e poder expor suas propostas. Jabor fez isso com o filme Pindorama, em 1970.
Em 1973, ele lança um dos grandes sucessos de bilheteria do cinema brasileiro: Toda Nudez Será Castigada, filme adaptado da peça homônima de Nelson Rodrigues.
Na década de 1990, por “força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional”, segundo sua biografia, Jabor parou com as produções no cinema
Ele estreou como colunista do O Globo no final de 1995 e mais tarde passou a fazer parte da Rede Globo, no Jornal Nacional, Jornal da Globo e no Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Fantástico e também para a Rádio CBN.
Seus dois últimos livros Amor É prosa, Sexo É poesia (Editora Objetiva, 2004) e Pornopolítica (Editora Objetiva, 2006) se tornaram best-sellers instantâneos.
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