Arrecadação com zona azul dobra em São José dos Campos
No mês de fevereiro de 2014 a Prefeitura de São José dos Campos arrecadou mais de R$ 108 mil em zona azul, o dobro do mesmo período no ano passado, quando o valor não ultrapassou R$ 58 mil. Apesar de ter dobrado a arrecadação, o Secretário de Transporte Wagner Balieiro se mostra descontente com o serviço.


Balieiro avalia mudanças na Zona Azul
Charles Moura/PMSJC
No mês passado, a Prefeitura de São José dos Campos arrecadou mais de R$ 108 mil em zona azul, quase o dobro do mesmo período no ano passado, quando o valor não ultrapassou R$ 58 mil. Apesar do aumento na arrecadação, o Secretário de Transporte Wagner Balieiro se mostra descontente com o serviço.
Segundo o secretário, o principal problema é a falta de manutenção dos parquímetros que funcionam mal, e apresentam defeitos como a não emissão de tíquetes ou moedas que passam direto sem realizar a cobrança.
“Nós estamos em um processo de renovação com a empresa que presta o serviço de estacionamento rotativo na cidade. Está sendo analisado o serviço que é prestado, porque a empresa precisa garantir o atendimento adequado à população, com a manutenção adequada dos equipamentos”, destaca Balieiro.
Além dos problemas com parquímetros quebrados, no centro de São José, são diversas as reclamações sobre o trânsito confuso e falta de segurança. A dona de casa Tamara Silvério Teixeira, 27 anos, andou muito para comprar um bilhete de zona azul. “Eu acabei de perder R$ 0,50 que ficou preso numa máquina em outra rua. Não acho que precisamos de zona azul, porque eu estou pagando, mas sei que não tem segurança nenhuma” destaca.
Já o engenheiro Marcos Castilho, 48 anos, acredita que falta informação. “Quando encontro uma máquina quebrada, fico sem saber o que fazer, se vou atrás de outra, se vou ser multado ou não, é complicado como o trânsito aqui no centro, sempre confuso”, reclama.
Atualmente a cidade possui 97 parquímetros em funcionamento e 2.800 vagas para estacionamento. A taxa cobrada é de R$1,20/hora, por um período máximo de duas horas. De acordo com a pasta, no momento, não há previsão de aumento na tarifa.
O contrato com a Serttel, empresa responsável pelo serviço desde 2006 em São José, termina em abril. Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem a Serttel ainda não havia se pronunciado sobre o caso.
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