Ato cobra políticas de arborização urbana em São José

Protesto acontece na praça Afonso Pena neste sábado (3)

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Ambientalistas e demais membros da sociedade civil defensores da preservação e restauração do meio ambiente para redução da crise climática se manifestam na manhã deste sábado (3),  para reivindicar que o poder público de São José dos Campos melhore a gestão arbórea da cidade. A Mobilização pelo Verde, que contesta o alto índice de supressão de árvores no município sem que metas de plantio e compensação sejam atingidas, será em frente ao Museu Municipal (antiga Câmara), na praça Afonso Pena, das 9h às 11h.

Participe do evento “Diálogos e Estratégias ESG 2024″ – Faça sua inscrição AQUI e veja quem são os palestrantes

+ Receba as notícias pelo Canal do Meon no WhatsApp 

A intenção do ato, apartidário e plural, é chamar a atenção da sociedade para o desequilíbrio entre a alta derrubada de árvores e o lento reflorestamento na cidade, que por consequência já soma 14 bairros em ‘ilhas de calor’, segundo levantamento recente de cobertura arbórea em vias públicas. O grupo também cobra transparência da Prefeitura na divulgação dos dados da arborização urbana, em especial, quanto à reposição e compensação dos indivíduos arbóreos suprimidos.

A mobilização, que ocorre na mesma semana em que 800 mudas do Ecomuseu foram consumidas por fogo de queimada em tempo seco, na zona leste, é uma iniciativa da sociedade civil organizada pelo projeto ARRU (Arte de Rua e Reflorestamento Urbano) e pelo movimento Composta SJC em parceria com apoiadores. Com microfones abertos e poesia, haverá incentivo ao debate e à conscientização sobre a urgente necessidade de preservar, plantar e cuidar das árvores urbanas, pilar dos mais relevantes para mitigar danos da crise ambiental pelo bem-estar planetário.

“São José se diz ‘Amiga das Árvores’, mas acumula muitas supressões de exemplares arbóreos para obras, por exemplo, e realiza plantio insuficiente para compensar minimamente estas perdas. Há manejo ineficaz, com muitas mudas morrendo”, diz Raíssa Vaitiare, coordenadora executiva do Mobilização pelo Verde.

Empreendimentos viários e da construção civil são constantemente acompanhados pelos ambientalistas que monitoram a supressão indiscriminada de árvores e o desmatamento de bosques na cidade. Casos recentes foram cortes em massa de árvores para obras da zona oeste (Aquarius e Limoeiro), do centro (Fundo do Vale), da zona sul (antigo Pinheirinho) e do Jardim Paulista.

Ainda, dados oficiais confirmam que apenas 10,8% de plantios na cidade foram concluídos desde o lançamento de metas lançadas em 2016: das 56,5 mil novas árvores planejadas para 12 anos, apenas 6.157 foram plantadas até aqui, deixando desafiadores cinco anos, apenas, para a conclusão dos demais 89% da proposta (uma média anual 11 vezes maior que os plantios que a Prefeitura vem realizando).

“Árvores são cruciais para reduzir efeitos do aquecimento urbano, pois melhoram a qualidade do ar e a absorção de águas pluviais, por exemplo, prevenindo tragédias e melhorando saúde física e mental”, finaliza Raíssa.

Tags:destaquerotativoPublicado em: