Audiência termina sem acordo e sindicato mantém a greve na GM

Montadora manteve proposta de colocar 798 funcionários em regime de layoff

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Audiência aconteceu no TRT de Campinas na tarde desta terça-feira (24)

Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos

Terminou sem acordo a audiência entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ocorrida nesta terça-feira (24). De acordo com o sindicato, a empresa manteve a proposta de layoff por dois meses para 798 funcionários, sem a garantia de estabilidade de emprego.

A audiência aconteceu no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), em Campinas. O desembagador Lorival Ferreira dos Santos propôs a adoção de layoff por cinco meses, com mais três de estabilidade no emprego,  aos funcionários. A proposta foi aceita pelo Sindicato, mas recusada pela GM.

Os trabalhadores da montadora estão em greve desde a última sexta-feira (20), quando a empresa informou, em reunião acontecida na última quinta (19), a intenção de colocar 798 colaboradores em regime de layoff por dois meses sem a garantia da estabilidade de emprego após este período.

Assembleia
Uma nova assembleia está prevista para acontecer na manhã desta quarta-feira (25), à partir das 5h30 no portão da fábrica, para decidir se os trabalhadores continuam com os braços cruzados.

O Sindicato vai entrar com recurso na 2ª Vara do Trabalho de São José dos Campos para derrubar o interdito proibitório que a GM conseguiu na Justiça. O instrumento judicial tem como objetivo inviabilizar a greve, o que, de acordo com a classe dos trabalhadores, viola o direito de paralisação.

“A força da greve até agora tem impedido as demissões. Apesar de toda pressão, a luta continua firme. Na assembleia de amanhã (quarta-feira), os trabalhadores definirão os rumos da mobilização”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros.

Política
Já a GM afirma que a greve tem caráter político, pois o Sindicato dos Matalúrgicos  tem eleições para a presidência marcadas para terça e quarta-feira. No pleito, a atual diretoria, ligada à Conlutas, disputa a presidência com sindicalistas filiados à CUT e à CTB.

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