Autismo exige tratamento complexo, dizem especialistas
Síndrome carece de divulgação e profissionais qualificados


Crianças com autismo participam de atividades lúdicas
Pedro Ivo Prates
Ela não se comunica, se isola, tem ações repetitivas, fica irritada com sons que muitas vezes a maioria das pessoas nem percebe ou até tenta se comunicar, no entanto, acaba sendo um desastre. Essa criança pode não ser mal educada ou estar fazendo birra, ela pode ter autismo.
A síndrome é antiga, mas o debate e divulgação sobre o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) ainda engatinha, o que prejudica o combate ao preconceito e automaticamente o diagnóstico e tratamento dos autistas e seus familiares, principalmente das mães, que na maioria dos casos assumem a responsabilidade de cuidar e viver pela criança.
O TEA é um transtorno global do desenvolvimento e pode afetar várias áreas da vida da criança, em especial a comunicação, socialização e comportamento. As causas da síndrome ainda não tiveram uma comprovação científica e os níveis do autismo variam em cada pessoa, o que obriga a um tratamento personalizado.
A dica para os pais é observar os comportamentos da criança logo nos primeiros meses de vida. Um dos momentos únicos da mãe com o filho, por exemplo, é a amamentação, devido ao contato direto e olhares que se cruzam. Pois bem, há bebês que recusam o peito materno e outros que ficam com o olhar “perdido” durante esse momento mágico.
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