Bacia do rio Paraíba do Sul ganha estação de tratamento
Cetesb anuncia investimento de R$ 8 milhões e amplia monitoramento


Ponte sobre o rio Paraíba do Sul
Francisco Assis/Jornal Atos
O tratamento da água dos rios que cortam o Estado de São Paulo virou prioridade no planejamento para evitar nova escassez. Na Capital, a previsão é de dificuldades até o final do próximo ano. Já na região, os municípios pressionam o Estado, que anunciou novos investimentos na semana passada com a construção de reservatórios.
A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) anunciou um investimento de R$ 8 milhões, para ampliar a rede automática de monitoramento da qualidade das águas em São Paulo. Serão seis novas estações instaladas, com foco nos principais rios, como o Paraíba do Sul, que atende não apenas os 39 municípios da região, como também o Sul de Minas e o Sul Fluminense.
No Vale do Paraíba, a ampliação do sistema será feita no trecho de Queluz, com estação e reservatório da água, que é encaminhada ao Estado do Rio de Janeiro. Além do Rio Paraíba, outras cinco fontes serão atendidas: Ribeirão Pires (afluente do reservatório Billings), rios Cubatão (receptor da Billings), rio Sorocaba (do sistema do rio Tietê), Caulim (afluente do reservatório Guarapiranga) e reservatório Taiaçupeba (Sistema Alto Tietê).
A obra de ampliação tem recursos provenientes do Fehidro (Estadual de Recursos Hídricos) e do Banco Mundial. Haverá ainda investimento de compensação ambiental por impactos relativos a empreendimentos do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.)
O sistema de tratamento e reserva no Rio Paraíba conta ainda com a estação Santa Branca, que passou a operar em 2014. A Cetesb investiu ainda com a estação Jacareí-Cantareira, o primeiro reservatório do Sistema Cantareira, além da represa de Paraíbuna.
Na última quarta-feira (8), Paraíbuna e Santa Branca registraram variações no nível. A primeira passou de 4,76% na terça-feira para 4,88%. Já Santa Branca foi de 5,44% para 5,32%. Ao todo são 14 estações espalhadas pelo Estado. O sistema funciona desde 1998, com diagnóstico da qualidade dos recursos hídricos de rios e mananciais.
Com as 14 estações, a Cetesb quer agora acompanhar os resultados de forma mais completa. Para isso ativou uma “sala de situação” em sua sede em São Paulo. A proposta é garantir a visualização e acompanhamento dos dados gerados pelas estações.
Prevenção
As chuvas de fevereiro e março auxiliaram as represas da bacia do Rio Paraíba a funcionar fora do volume morto, mas a preocupação ainda é grande. De acordo com especialistas e técnicos de agências reguladoras, 2015 pode ser tão ou mais seco do que o ano passado, quando o Vale do Paraíba registrou recordes negativos na quantidade de chuvas. A ANA (Agência Nacional de Águas) busca medidas para evitar novos problemas. Até o final de junho, a quantidade de água do rio Paraíba repassada ao Rio de Janeiro cairá de 140 para 110 m³/s.
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