Bananal recebe de volta 10 mil documentos do período colonial

Cerca de dez mil documentos históricos de Bananal estão de volta à cidade, após cinco anos armazenados em Cruzeiro. Atas, cartas e fichas datadas desde o período colonial do Brasil estavam em posse da Prefeitura de Cruzeiro por falta de espaço adequado na cidade do Vale Histórico.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Além dos casarões, documentos são legado histórico de Bananal

Divulgação

Cerca de dez mil documentos históricos de Bananal estão de volta à cidade, após cinco anos armazenados em Cruzeiro. Atas, cartas e fichas datadas desde o período colonial do Brasil estavam em posse da Prefeitura de Cruzeiro por falta de espaço adequado na cidade do Vale Histórico.

Neste período, os documentos passaram por um processo de limpeza e catalogação. Em um primeiro momento, o arquivo histórico vai ficar armazenado no Solar Aguiar Vallim, casarão tombado pelo Condephaat que fica no centro da cidade.

Tratam-se de importantes registros que contam muito da história do Vale do Paraíba. Entre eles, encontram-se documentos da Câmara, fichas de compra e venda de escravos, cartas trocadas pelos barões do café com a Corte Imperial, entre outras preciosidades.

“Ainda não contamos com um ambiente adequado para arquivar esses documentos com o cuidado que merecem. Por isso vamos deixá-los provisoriamente no Solar para que possamos trazê-los de volta quando contarmos com um ambiente climatizado para não danificar o material”, afirma José Luiz de Moraes, secretário de Cultura e Turismo de Bananal.

Uma reforma para receber os documentos históricos necessita, entretanto, de um programa de incentivo público para acontecer. De acordo com o secretário, o objetivo é criar um espaço aberto para consultas, o que, mesmo com a volta dos documentos para a cidade, ainda é inviável.

“Dependemos de verbas para concretizar o projeto de reforma. Nosso objetivo é criar um espaço ideal onde esses documentos possam ser armazenados com segurança e consultados pela população”, explica Moraes.

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