Bancários ameaçam paralisações a partir de sexta-feira (12) na RMVale

O Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região ameaça deflagrar paralisações nas agências da região a partir desta sexta-feira (12), quando acaba o prazo de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2014 com a Fenaban (Federação Brasileira de Bancos).

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Sindicato dos bancários inicia campanha de greve em agências da RMVale (Divulgação/Sindicato dos Bancários)

Sindicato dos bancários inicia campanha de greve em agências da RMVale

Divulgação/Sindicato dos Bancários

O Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região ameaça deflagrar paralisações nas agências da região a partir desta sexta-feira (12), quando acaba o prazo de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2014 com a Fenaban (Federação Brasileira de Bancos).

Representantes da entidade começaram a passar pelos bancos alertando funcionários e clientes sobre a possibilidade de greves. Na campanha salarial do ano passado, a categoria parou por 22 dias consecutivos as atividades nos bancos nas maiores cidades da região.

“Nunca vi a Fenaban aceitar todas as nossas reivindicações nas negociações iniciais. Por isso, nossos diretores já estão passando pelas agências comunicando os funcionários e principalmente os clientes sobre o início da campanha. Nossas reivindicações atendem todos os setores bancários”, diz Maria de Lourdes de Oliveira, presidente do sindicato.

A categoria reivindica reajuste salarial de 12,5%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 6.247, piso de acordo com o salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), o fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas unidades de trabalho e igualdade de oportunidades.

Segundo o sindicato, até o momento, os bancos não apresentaram qualquer proposta para as reivindicações da categoria. A Campanha Nacional dos Bancários 2014 conta também com uma pauta política que trata de outros temas como combate à terceirização e garantia de emprego.

Garantia de emprego
Segundo o sindicato, um estudo do Dieese, com base no Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que os bancos fecharam mais de 5 mil postos de trabalho entre janeiro e julho de 2014, além de 23 mil desligamentos, dos quais 63% foram demissões sem justa causa.

“Enquanto o nível de emprego na categoria vem caindo, inversamente aumenta o processo de terceirização das atividades bancárias. Por isso, os bancários reivindicaram o fim das terceirizações e da utilização dos correspondentes bancários em substituição às agências bancárias”, diz um trecho da nota do sindicato.

Outra reivindicação da categoria é a redução da jornada de trabalho para cinco horas diárias, de segunda a sexta-feira, para todos os bancários, de forma a gerar novas vagas e melhorar as condições de trabalho e de saúde.

O comando reivindicou o salário inicial de R$ 2.979,29 para escriturário, que corresponde ao salário mínimo calculado pelo Dieese. Para caixas e empregados de tesouraria, o piso seria de R$ 4.021,99; para primeiros comissionados, de R$ 5.064,73; e para primeiro gerente, R$ 6.703.31.

Ainda sobre emprego, outras reivindicações foram discutidas, como as condições para funcionamento das agências, o controle do tempo de permanência nas filas, a criação de uma comissão sobre mudanças tecnológicas, a instalação de comitê de relações trabalhistas, o abono-assiduidade de cinco dias por ano e investimentos dos bancos para a qualificação e requalificação profissional.

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