Bosque da Tívoli: Felicio estuda permuta de áreas com construtora
Prefeito de São José apresentou proposta a moradores da Vila Betânia


Corte de árvores foi solicitado pela construtora Marcondes César
Divulgação
A Prefeitura de São José dos Campos estuda permuta de áreas com a construtora Marcondes César para evitar o corte de 430 árvores do Bosque da Tívoli, na Vila Betânia. A empresa pretende suprimir a vegetação para construir um estacionamento no terreno de 8,4 mil metros quadrados.
Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (16), disse que vai apresentar à empresa 21 terrenos municipais que podem ser trocados pela área. A lista deve ser entregue para análise da empresa na próxima semana. Um próximo encontro dos moradores com oprefeito foi agendado para o dia 19 de junho.
“A gente (grupo Somos Parque Betânia) avaliou a conversa como positiva, pois o prefeito abriu um diálogo e mostrou que é possível. A ideia é evitar o corte das árvores, que já tentaram derrubar pela terceira vez. Queremos que seja elaborado um projeto de parque a partir das demandas da comunidade”, explica Andrea Luswarghi, coordenadora do movimento.
O morador do Vila Betânia Celso Antônio Pedro também avaliou como animadores os resultados da reunião. “Creio que o bosque é importante pra toda cidade. Os especialistas dizem que é o pulmão do centro. Como morador do bairro, estou confiante”, afirma.
Em nota, a Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade da prefeitura conta que o prefeito “elogiou o engajamento social em prol da arborização da cidade e reafirmou a importância do diálogo e da busca de conciliação sobre o tema”.
O Meon entrou em contato com a Marcondes César, que preferiu não comentar o assunto.

Área abriga várias espécies de aves, como tucano , jacu, cambacica, sanhaço, fim-fim, suiriri, saíra e gavião
Colaboração
Histórico
A derrubada das árvores do Bosque da Tívoli teve início no dia 26 de fevereiro pela construtora Marcondes Cesar, com autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). No dia seguinte, após protesto de moradores, a obra foi embargada pela prefeitura por irregularidades na documentação.
Em março, o corte das 274 árvores nativas e 156 árvores exóticas de uma área da Vila Betânia, foi suspenso por ordem judicial, após uma ação impetrada pelo vereador Sérgio Camargo (PSDB).
Um mês depois, em abril, Ministério Público recomendou ao prefeito Felicio Ramuth a não autorizar o corte das árvores até que uma análise para avaliação ambiental da área seja realizada.
Após protesto dos moradores, o Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente) também criou uma Câmara Técnica de Arborização para analisar o caso.
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