Caça ilegal gera abaixo assinado por base da Polícia Ambiental em Ilhabela

O Instituto Ilhabela Sustentável busca assinaturas da população para pressionar o governo estadual a implantar uma base da Polícia Militar Ambiental no arquipélago. Segundo o instituto, o documento tem cerca de 10 mil assinaturas e quer tirar a cidade -que tem 92% de área de Mata Atlântica- da situação de vulnerabilidade.

Escrito por: Poliana Casemiro2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20141010_parque_estadual_de_ilhabela_940_div_estado

Cidade tem 92% do território de Mata Atlântica

Divulgação

O Instituto Ilhabela Sustentável busca assinaturas da população para pressionar o governo estadual a implantar uma base da Polícia Militar Ambiental no arquipélago. Segundo o instituto, o documento tem cerca de 10 mil assinaturas e quer tirar a cidade -que tem 92% de área de Mata Atlântica- da situação de vulnerabilidade.

A iniciativa foi motivada pelo registro de caça de animais silvestres no Parque Florestal de Ilhabela. “A base mais próxima é de São Sebastião e os guardas do parque não têm poder de polícia, isso dificulta a fiscalização. Em caminhadas pela área encontramos armadilhas que podem, inclusive, atingir pessoas. As autoridades não podem permitir que o patrimônio continue vulnerável”, explica o presidente do instituto, Carlos Nunes.

De acordo com a Fundação Florestal, que administra o parque, foram registradas cinco ocorrências de caça no local. Dessas, três entre janeiro e fevereiro, quando 40 laços e 15 girais -armadilha em que o caçador fica em cima da árvore enquanto o animal é atraído por frutas que ficam no chão- foram recolhidos, e outras duas em julho, quando dois ranchos de caça foram destruídos por guarda-parques.

O órgão informou que não há como mensurar o número de animais mortos nessas ações, mas acrescenta que tem reforçado a fiscalização, com operações mensais.

Outro lado
A Polícia Militar do Litoral Norte informou que tem conhecimento da mobilização, mas alega ter reforçado a fiscalização e ações preventivas na região.

Segundo o Comandante do litoral, Capitão Marco Aurélio, apesar dos recentes casos, a demanda desse tipo de ocorrência na região é pequena. “A ampliação das ações se dá com base em ocorrências, mas não temos recebidos denúncias de caça da população ou da fundação. A nossa companhia, em comparação efetivo e território, atende apenas quatro cidades. Essa é uma estratégia para que possamos atender melhor às demandas da região pela importância ambiental”, explica Marco.

A Prefeitura de Ilhabela informou que a atual gestão reiterou junto ao governo estadual o pedido para a implantação de uma base na cidade. Por meio de nota, a Fundação Florestal informou que tem debatido com a PM, mas afirma que “o principal foco para fortalecer a fiscalização é o aumento do efetivo, apenas a implantação da base não traria soluções por si só”.

Publicado em:

Posts Relacionados