Caiçaras optam por bicicleta elétrica como alternativa de transporte
A bicicleta elétrica ganha as ruas do litoral norte de São Paulo. Com modelos cada vez mais compactos e leves, parecidos com uma bicicleta comum, o veículo ecológico virou uma alternativa para ir a escola ou ao trabalho.


Bicicleta elétrica conquistam as ciclovias do Litoral Norte
Divulgação
A bicicleta elétrica ganhou as ruas das cidades do Litoral Norte. Com modelos cada vez mais compactos e leves, parecidos com uma bicicleta convencional, o veículo ecológico virou alternativa para ir a escola ou ao trabalho.
Em São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Ilhabela, que possuem ou estão implantando uma malha de ciclovias, muitos trabalhadores começam a procurar as lojas especializadas neste tipo de bicicleta.
“Faz dois anos que os modelos de bicicleta elétrica chegaram com força ao Brasil, mas foi agora que aumentaram as vendas e muitas pessoas estão trocando os ônibus por essas bicicletas que, além de ecológicas, são muito econômicas”, conta Jorge Camargo, gerente da rede de lojas J Bikes, com unidades em todo o Litoral Norte.
As vantagens da bicicleta elétrica são muitas, pois é ecológica, utiliza apenas energia de uma bateria e, em alguns modelos, funciona guardando a energia gerada pelas próprias pedaladas do ciclista.
Em Ubatuba, mesmo sem muitas ciclovias, a população já começa a usar a bicicleta com bateria. “Na nossa loja aqui já estamos fornecendo para condomínios fazerem segurança nos condomínios. Menos poluente, o veículo agrada a todos. O comércio também já passou a usar a bicicleta para entregas. Aos poucos vai crescendo esse mercado”, conta Rogério Blama, gerente da Litoral Bicicletas, loja especializada de Ubatuba.
Regras
No último verão, quando as bicicletas elétricas começaram a se multiplicarem nas ruas do país, uma polêmica dividiu especialistas em trânsito: como tratar um veículo de duas rodas que apesar de ser um bicicleta atinge mais de 50 km/h?
Em dezembro de 2013, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) resolveu o impasse e normatizou o uso da bicicleta elétrica no Brasil. De acordo com a resolução 465/2013, os modelos movidos à eletricidade podem circular pelas ciclovias e ciclofaixas, com a velocidade máxima de 25 km/h e terem motores de 350 watts.
O ciclista tem que usar capacete, as bicicletas não devem possuir aceleradores manuais e serem equipadas com itens de segurança, como campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral e espelhos retrovisores dos dois lados.
“Nós já comercializamos modelos de acordo com a lei para serem usadas nas ciclovias. Se a bicicleta tiver maior potência ou usar acelerador, por exemplo, o ciclista terá que registrá-la como um ciclomotor, com placa. Daí só poderia usar a rua, ter habilitação e tudo mais. Por isso é importante verificar com o lojista se a bicicleta está dentro do que pede o Contran”, explica Camargo.
Os preços variam entre R$ 1.900 e R$ 3.500, de acordo com o modelo -no litoral o mercado já disponibiliza. A maioria das bicicletas tem até 350 watts de potência e autonomia de 30 quilômetros sem necessidade de recarga.
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