Caixa com material de limpeza mobiliza Gate em São José

Uma correspondência devolvida pelos correios causou confusão em São José dos Campos nesta quinta-feira (10). Com a suspeita de que o pacote poderia ser uma bomba, a Polícia Militar e o Grupo de Ações Táticas Especiais, de São Paulo, foram acionados, mas apenas papel higiênico, detergente e outros materiais de limpeza estavam na caixa.

Escrito por: Beatriz Scotti e Poliana Casemiro2 min de leitura
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Uma correspondência devolvida pelos Correios causou confusão em São José dos Campos nesta quinta-feira (10). Com a suspeita de que o pacote poderia ser uma bomba, a Polícia Militar e o Grupo de Ações Táticas Especiais foram acionados, mas apenas papel higiênico, detergente e outros materiais de limpeza estavam na caixa.

Despachada na agência dos correios de Santana, na última quinta-feira, a correspondência foi remetida em nome de Antônio e com o endereço do Parque Industrial. O destinatário seria um detento do Presídio Edgar Magalhães Noronha, de Tremembé. Depois que agentes penitenciários do Pemano não encontraram no sistema nomes ou endereços cadastrados e autorizados, devolveram a caixa aos Correios no dia 7.

Na quarta-feira (9), um morador do Parque Industrial recebeu em sua casa a devolução da correspondência. Suspeitando da procedência, o homem -que não tem passagem pela polícia, não conhece nenhum preso e nunca enviou nada para a cadeia- levou a caixa para a 3ª Delegacia de Polícia Civil. O delegado Marcio Marques Ramalho, por medida de segurança, chamou a Polícia Militar e o Gate.

Após cerca de quatro horas de espera, o Gate chegou de São Paulo, fez os procedimentos de segurança e depois de fazer o raio-x do objeto constatou que não havia artefatos explosivos. A ação durou 30 minutos.

De acordo com o major Luiz Félix de Souza Jr, do 46º Batalhão da PM, é comum que conhecidos tentem enviar todo tipo de material -entre eles celulares, armas de fogo e entorpecentes- para presos, por isso é necessário seguir padrões.

“Os criminosos estão sempre testando novas formas de contrabandiar material para dentro dos presídios e procurando maneiras de burlar a interceptação dos agentes. Infelizmente utilizar o correio é uma das estratégias utilizadas, pois fica mais difícil rastrear quem fez o envio. Os recentes casos dos drones no CDP de São José também são exemplos dessas tentativas”, completa.

O material foi recolhido para servir de prova na investigação da Polícia Civil, que vai pedir auxílio aos Correios para identificar o responsável pela postagem.

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